Penso que todo leitor que se incomode um pouco com a corrupção nos governos deve ter passado uma noite e manhã de muita expectativa, além de uma mistura de sentimentos.
O governador José Arruda (Sem Partido-DF) teve a prisão decretada ontem à noite e se entregou a polícia. Passou a noite em uma sala com sofá. Foi a primeira vez na história que um governador é preso no exercício do mandato.
Pelo tanto de corrupção mostrada neste caso, acho até que ele demorou a ser preso. Penso inclusive que no dia seguinte da liberação das imagens, a polícia já deveria fazer um cerco em sua residência.
Hoje de manhã a expectativa era para o julgamento do Habeas corpus, que poderia garantir ao governador um carnaval um pouco mais tranquilo. A apreensão aumentou quando quem iria julgar o recurso era o ministro Marco Aurélio Mello. Com fama de “estrela”, ele adora estar na mídia. Obviamente, ele não ia ficar bem soltando Arruda. Resultado: a “cana-dura” está mantida.
Destaque para antecipação da notícia por parte do Estadão. Eles noticiaram ainda de manhã, dizendo que a decisão de Mello estava “sendo redigida”. Mérito total do jornalista que conseguiu esse furo.
Mas eu também gostaria de destacar um episódio anterior onde o governador, em uma outra ocasião, chorou ao falar de sua família, seus filhos, etc. Mas e agora? Será que é ele que tem que chorar ou chegou a vez de seus filhos chorarem de vergonha por ter um pai tão corrupto?
Eleitor, lembre-se mais uma vez.
As eleições estão chegando e é você que vai escolher nossos novos representantes. Vamos começar a ter o hábito de decorar nomes como o de José Roberto Arruda e outros para não cometer ato falho na hora de votar. O dia da eleição deve ser encarado com muito respeito e deve ser vivido com inteira responsabilidade. Disto depende dias melhores.
Alexandre Carvalho, 34 anos, Biólogo em formação, crítico e jornalista amador, é editor do Cotidiano Nacional e escreve às sextas-feiras para o Vivendocidade.
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