A Legalização do Aborto


Outro dia estava assistindo ao debate dos candidatos à presidência da república, não que realmente assista, mas de uns tempos pra cá, tem sido um programa de humor melhor que o Zorra Total… Bom, enfim, os candidatos verbalizavam impropérios sobre um ou outro ser a favor ou contra o aborto.

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Ora, será que esse é realmente o maior tema que um chefe de governo e estado deve se preocupar?

Claro que por sermos um país de tradição cristã, até certo ponto existe uma pressão enorme desse lado em defesa da vida, uma vez entendido que ela existe desde o segundo seguinte à concepção. Pois é, aquela rapidinha que você deu com sua secretária no último dia 30 de setembro pode ficar cara…

Outras pessoas são defensoras da existência da vida a partir do momento em que o sistema nervoso é formado, geralmente por volta da 5ª semana (dica para os homens, não tentem entender porque as mulheres contam gestação por semanas, só dividam o número por quatro).

Na verdade a discussão em torno do aborto é mais filosófica do que efetiva, uma vez que o estado brasileiro (no sentido de governo e sociedade) têm a premissa de defender a vida de todo o seu povo, entramos no mesmo paradoxo da liberação das drogas, segundo artigo publicado aqui mesmo.

Tanto lá, e talvez mais explicado aqui, a legislação funciona como um organismo (daí que vem o termo orgânica) e como tal é importante que ela se aproxime da melhor forma que as pessoas decidirem viver e acreditar, e justamente por isso, deve ser editada e complementada à todo o tempo.

Nenhuma lei existe sem sua edição continuada.

Dessa forma, é preciso estabelecer critérios simples e diretos para que as regras sejam postas em prática. Critérios biológicos por exemplo do “menor de idade” que tem 17 anos, 11 meses, 29 dias, 23 horas e 59 minutos.

O que é vergonhoso, e isso sim é assunto de pauta presidencial, são as quantidades de mulheres que são assassinadas todos os dias nas clínicas de aborto caseiras.

Amigos, não vamos entrar no mérito se o aborto é certo ou errado, se o deus que acredita permite ou não. Ou mesmo se quem defende sua legalização é feio, bobo e fedido. Vamos digi-evoluir e entender que enquanto essa prática for proibida, aquele que o fizer será rei.

Não seria melhor, que todo o procedimento fosse feito no melhor hospital que seu plano de saúde cobre, com um médico profissional de sua confiança e especialmente capacitado para isso?

Talvez, como diria minha mãe (oi mãe!) a quantidade de abortos – em números absolutos – diminuiria.

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