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Mulher de verdade quer mesmo é ser dona de casa

Dia desses estava voltando pra casa de ônibus com alguns colegas, e dentre os assuntos falados surgiu a questão dos direitos iguais que as mulheres lutaram anos para conseguir, coisa e tal.

Mulher de verdade quer mesmo é ser dona de casa

Só que ao invés de defender que as mesmas oportunidades que os homens recebem, cargos e salários, as mulheres do debate defenderam o ponto de vista contrário, de que seria muito melhor ser dona de casa.

Os argumentos: sendo dona de casa, há mais tempo para cuidar do corpo e da mente, além de ser possível intercalar atividades de lazer, como leitura e porque não, estudos de qualquer tipo.

A alegação de que ambos passando o dia fora, com vários tipos de estresses, trânsito, além do cansaço ao fim do dia seria a causa de boa parte dos desentendimentos.

Para o homem, defenderam ainda, que seria ótimo ter a atenção exclusiva de sua esposa, uma vez que a expectativa de sua chegada seria grande.

Não sei vocês, mas tudo isso é muito estranho, e explico o porquê:

O direito que as mulheres lutaram para ter, pelo que entendo, é o de ser mulher e ser reconhecida como mulher, e não simplesmente pela “igualdade dos sexos”.

Claro que há exceções, mas afirmar que todas as profissões podem ser feitas por ambos os sexos é errado. Entretanto as mulheres são de longe, as mais indicadas para cargos de gestão e tomada de decisões, principalmente se relacionados a altos níveis de pressão e estresse.

O que temos que combater, independentemente se você é homem ou mulher (ou genérico, porque não) são as violências silenciosas que acontecem todos os dias contra todo mundo, e as crianças principalmente.

São aquelas que o contexto social vê como normal ou natural, mas que no fundo são reflexo apenas de nossa ignorância.

Um exemplo claro disso foi como reverberou a possível relação entre os atores Rodrigo Santoro, de 34 anos, e Bruna Marquezine, de 14.

Se é verdade ou mentira, importa somente para eles e suas famílias, mas de qualquer jeito, a historiografia nos mostra que o contexto e a situação é quem determinam o que é ou não aceito dentro de um grupo, e portanto, diferentes em cada momento.

Confesso que idas e vindas, é melhor eu tratar de ser rico, pois se tiver que ser o único provedor da minha casa, O Criador me ajude…

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Carlos Filho

Paulistano, há 29 anos estragando o mundo. Administrador de empresas por formação, Sociólogo e crítico do cotidiano por opção. Eu consigo viajar no tempo, mas só quando não tem ninguém olhando.

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