Página Inicial > Artigo > Nem só de orkut e msn vive a internet

Nem só de orkut e msn vive a internet

Imagem de Amostra do You Tube

Pode parecer estranho, mas mesmo depois de quase 60 anos, o conceito por trás de milhões de computadores interligados entre si, formando uma grande rede neural ainda é nebuloso para a maioria das pessoas.

Se por um lado temos grandes empresas, governos e pessoas focadas o tempo todo em como tornar a experiência dos usuários ainda mais realista, com plataformas de comunicação em tempo real, mídias sociais como o Google Buzz, que permitem não só o consumo de informações, mas também sua geração; temos métodos de educação completamente diferente das que tivemos no passado, fazendo com que nossas crianças nos vejam como verdadeiros extraterrestres.

Por outro lado, por mais que a ordem do dia seja dar acesso à mais pessoas em todos os cantos, é preciso também ter a preocupação de qualificar esse acesso, pois como o título afirma, nem só de Orkut e MSN vive a internet.

Um exemplo real desse problema pode ser visto no seguinte caso, citado pelos guanabaras no podcast sobre Hacker Profissionais:

“Certa universidade gastou algumas dezenas de milhares de reais para montar um laboratório de informática, para que seus alunos tivessem a oportunidade de digitar seus trabalhos, fazerem suas pesquisas, suas aulas etc. Só que depois de um tempo a política de segurança foi revista e alguns sites foram bloqueados, dentre eles o Orkut. É neste momento que uma das alunas pergunta para o admin: “eu não consigo mais abrir o site do Orkut”. “não é mais possível devido a blablabla”, responde do admin. “Então este laboratório não serve mais para nada!” a réplica dela enquanto vai embora”

É correto afirmar que 90% das lan houses deixariam de existir se a Google e a Microsoft deixassem de trabalhar nestas aplicações, mas é mais triste ainda saber que, caso uma delas modificasse o nome/endereço dos sistemas, o tráfego nesses sites diminuiria muito.

Como dizem, muda a cor da grama, o gado morre de fome.

Enquanto as pessoas que se consideram “usuários” agirem como se a internet fosse um pequeno bairro, um clube fechado, não importa o quanto seja investido em infraestrutura e topologia de redes, aumentando a velocidade de navegação.

A coisa só vai começar a funcionar de verdade, se forem levadas em consideração três princípios:

Primeiro, o direito a liberdade, entendendo-se por liberdade a possibilidade de não se submeter aos interesses de nenhum grupo ou pessoa, e não ser discriminado por eles. Por exemplo os provedores de acesso. Segundo, o direito à igualdade, o que permite oportunidades iguais para todos, em outras palavras, o fim das panelas.

Finalmente, é fundamental que haja solidariedade e que haja compartilhamento de todo o conhecimento adquirido. Incentivando a movimentação e circulação dos conteúdos.

  • Google Bookmarks
  • del.icio.us
  • Digg
  • LinkedIn
  • StumbleUpon
  • Twitter
  • Facebook
  • Technorati


Gostou do Post? Leia outros relacionados:

Categories: Artigo Tags: , ,

Carlos Filho

Paulistano, há 29 anos estragando o mundo. Administrador de empresas por formação, Sociólogo e crítico do cotidiano por opção. Eu consigo viajar no tempo, mas só quando não tem ninguém olhando.

This website uses IntenseDebate comments, but they are not currently loaded because either your browser doesn't support JavaScript, or they didn't load fast enough.