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Definitivamente, a rede social que teve mais relevância neste ano não foi o Twitter, o Orkut, ou qualquer outra daquelas que guardo na minha gaveta de meias. Este foi o ano do Facebook, e seu fundador, Mark Zuckerberg, o cara das internê.
Diferentemente de seu primo pobre, que além de ter um sobrenome complicado, tem como base de sustentação as comunidades de interesse dos usuários, o Facebook tem uma cartela de outros recursos que por sua vez se ocupam em prender a atenção dos usuários, e o golpe de mestre é justamente deixar com eles mesmos o desenvolvimento desses recursos, que aqui são chamados de applications.
Numa época em que a internet vem sendo dominada por tr00ls de todos os tipos, essa forma de interação agradou os usuários.
Outro ponto em favor é o ambiente (e por que não propósito) acadêmico na qual foi criada, lembrando em parte os grupos de estudos extracurriculares, em parte as próprias fraternidades, que nada mais são do que panelinhas de pessoas com o objetivo de fofocarem entre si e falarem mal da cor do cabelo daquela aluna esquisita de aparelho e óculos.
Tanto que fora os jogos, o primeiro item que as pessoas dão importância é o status do perfil, como se a mudança de “solteiro” para “namorando” ou o inverso realmente significasse algo.
Tanto que já existem estudos relacionano o sucesso da rede com o mito clássico de Narciso. Nele, o personagem se apaixona pelo seu reflexo no lago, e de tanto inclinar-se para se ver que acabou morrendo afogado.
Claro que essa necessidade de admiração e de afirmação precisa ser ratificada por alguém, e para aumentar seus seguidores, tudo é permitido, desde a exposição de vídeos e fotos, a defesa de temas polêmicos, e outras bobagens do tipo.
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uma vez que o próprio Facebook é uma rede assíncrona, ou seja, em que seu usuário não depende de outro para fazer parte do sistema, essa nova forma de relações sociais é algo que precisa ser entendido, principalmente pelas “pessoas mais velhas” como afirma o Professor W. Keith Campbell, Ph.D., chefe do Departamento de Psicologia da Universidade da Geórgia e talvez o maior especialista no assunto.
Seus livros estão na lista dos mais vendidos da Amazon, e isso não é pouca coisa.
Redes sociais surgem aos montes, como uma epidemia, e o Facebook é apenas parte de um comportamento de massa. Onde se dá mais importância ao formato do que ao conteúdo, como se a única coisa na vida que precisamos nos preocupar é qual o tópico mais falado no momento, o vídeo mais engraçado, ou quantos pontos eu consigo fazer no colheita feliz.
Falando nisso, você já me adicionou no Facebook?
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