O Bilhete é Único, mas os problemas são vários


bilhete_unico_novo1O Bilhete Único utilizado nos ônibus[bb] municipais da capital paulista é uma mão na roda.

Você paga uma tarifa e dentro do período de 3 horas, pode utilizar 3 outros ônibus diferentes sem pagar outra. Pode ainda utilizar os metrôs[bb] ou os trens[bb] metropolitanos pagando, se não me engano, metade da tarifa, desde que tenha “aberto” a série de viagens com o ônibus, ou vice-versa.

Tudo isso seria perfeito se não houvesse alguns problemas[bb]. Os usuários têm enfrentado dificuldades para recarregar os cartões. Lotéricas dificultam! Vários postos têm se descredenciado!


Máquinas, quando quebram, demoram mais de 30 dias para serem consertadas! Alguns postos deixaram de atender usuário[bb] comum e carregam somente bilhetes de estudantes! A impossibilidade de recarregar na catraca foi o fim da picada. O salvatério utilizado para a medida é ridículo. Os casos de fraudes passam longe do usuário comum, o maior prejudicado.

Ainda falta muito para o Bilhete Único ser uma unanimidade. Mesmo assim, ele tem sido copiado por várias prefeituras dos municípios da Grande São Paulo. Falta até sigla para nomear. Tem o BEM, o BOM, etc.

Outro detalhe que precisa ser corrigido é a possibilidade de carregar, além da volta do “carrega na catraca”, os cartões[bb] nas estações de trens. Atualmente uma pessoa que mora em Mogi das Cruzes ou em Itapevi (dois extremos da Grande São Paulo) precisa necessariamente ir até São Paulo para recarregar seu cartão. Como temos 56 estações de Metrô e 89 estações da CPTM (que atendem  22 municípios), não seria óbvio poder carregar nas estações de trens?

Ilusões[bb] a parte, é importante deixar claro que a última vez que o prefeito Gilberto Kassab deu as caras foi na eleição pedindo voto[bb]. De lá pra cá, o sujeito desapareceu. E até votei nele, mas não por mérito, mas pelo fato de do outro lado ter uma tal de Marta Ex-Suplicy.

Alexandre Carvalho, 34 anos, Biólogo em formação, crítico e jornalista amador, é editor do Cotidiano Nacional e escreve às sextas-feiras para o Vivendocidade.

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