O mercado de trabalho não está preparado para os novos profissionais


Por mais incrível que possa parecer, se considerando o aumento populacional linear e os índices de desemprego em tendência progressiva, o mercado de trabalho passa por uma crise intelectual enorme, e pelos nossos cálculos, irreversível.

startup

Aquela máxima de anos atrás, “estudar bastante para conseguir um bom emprego” já não é um atrativo para os jovens de hoje, a geração que chamamos de “Y” ou “geração pop tardio”.

Um dos motivos para esse desinteresse é a falta de oportunidades inovadoras que as empresas deveriam oferecer, muitas vezes apresentando rotinas (simples) e de pouco desafio intelectual.

Neste sentido, o pacote de benefícios, ao contrário do que se pensa, não está em primeiro plano nos interesses desses profissionais, que veem o dinheiro como “a consequência de uma ação ou atividade desenvolvida, voltada para a máxima satisfação dele ou de um grupo específico”.

Em outras palavras, preferem fazer as coisas pelo resultado que elas têm, como organizações não governamentais possuem seu fundo social e para isso que foram criadas. Se forem superavitárias, ótimo.

A diferença é que se não forem, ótimo também.

Com esta visão mercadológica, os jovens hoje estão muito mais focados em temas específicos e pontuais, a internet como ponto de partida e muito – imagine algo realmente grande – relacionamento interpessoal. Sim, estamos falando de redes sociais (de novo).

Esse modelo de negócios, chamado startup, surgiu na mesma época da bolha da internet, quando um grande número de empresas pontocom foram fundadas, como Ebay, Amazon, Yahoo e a Google.

Normalmente, são empresas de pequena dimensão, mas que desenvolvem um interesse cada vez maior das indústrias tradicionais na criação e desenvolvimento de conceitos. Deste modo, as startups podem ser pequenos projetos empresariais, ligados à pesquisa, investigação e desenvolvimento de ideias inovadoras, frequentemente de base tecnológica, mas também podem resultar da iniciativa de grandes grupos empresariais (se bem que neste caso, em menor escala).

São também um conjunto de competências, criatividade, experiências, talento e visões de mundo.

Já deu para entender que essa inovação toda, já está tirando alguns tijolos das empresas tradicionais, certo?

Também é importante afirmar, principalmente se você tem ideias ou se interessou pelo tema, que nem tudo são flores. Na verdade, transformar seu projeto de faculdade em negócio requer uma série de informações básicas sobre finanças, publicidade, sistemas de distribuição, etc.

Algumas delas nós ensinamos aqui, outras você só vai encontrar em livros (sim, aqueles feitos de papel e que moram numa biblioteca).

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