O trabalho e o serviço #5


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Mais um artigo da série sobre educação financeira para vocês! Dessa vez tem surpresa no final! Eba!!

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Se esta é a primeira vez que chega por aqui, não se sinta envergonhado. Já falamos sobre como fazer um fluxo de caixa, sobre a relação entre medo e ambição, como fazer bons negócios, e até mesmo se os números do seu cartão de crédito estão corretos.

Hoje vamos começar a tratar de um assunto que todo mundo fala, mas que poucos sabem o que é: Débito e Crédito.

Então meus amigos, papel e caneta em mãos (uma calculadora é boa também, mas só para vermos os exemplos) e mãos à obra!

Antes de mais nada, devemos aos italianos esta metodologia, em especial um fulano chamado Luca Pacioli, que em meados do século XV escreveu um livro chamado “Summa de Arithmetica, Geometria proportioni et propornaliti” (coleção de conhecimentos em aritmética, geometria, proporção e proporcionalidade).

Resumindo toda a parte chata, ele entendeu que os negócios de uma empresa são representados por variáveis chamadas contas, e cada uma delas reflete um aspecto particular da mesma como um valor monetário.

Lembram da aula 1, onde resumimos em linhas gerais o que é um ativo, passivo, receita e despesa? Basicamente o estudo do senhor Pacioli é a origem de tudo.

É importante frisar bem que cada transação financeira é registrada na forma de entradas em pelo menos duas contas, nas quais o total de débitos deve ser igual ao total de créditos.

Ou seja, em termos contábeis, todo dinheiro vem de algum lugar (que pode ser um banco, sua carteira, debaixo da almofada do sofá) e vai para outro (um sorvete de flocos por exemplo – eu adoro).

Como “lugares” é um nome muito feio, então chamamos de “contas”, as mesmas variáveis citadas.

Dessa forma, cada “conta” possui uma característica principal, de receber dinheiro, ou “contas de crédito – credoras” ou de pagar algo, ou “contas de débito – devedoras“.

Este método é conhecido até hoje como “método das partidas dobradas”

Como estou me sentindo bonzinho hoje, chega de teoria e vamos para a prática: (surpresa!)

Suponha que um fulano genérico tenha recebido seu salário de R$ 500,00 no dia 5 deste mês. Ele quer comprar o livro de poesias do Vivendocidade, que custa apenas R$ 37,03 para dar de presente para sua namorada. Que “contas” ele deve utilizar, lembrando que o pagamento foi depositado diretamente via banco?

A resposta sairá na próxima edição…