O Triunfo do Beijo


Depender de condução[bb] nem sempre é agradável, mas tem dias que participamos de histórias tão engraçadas! Dias atrás tomei um metrô[bb] para ir até a Universidade onde estudo, e me deparei com uma conversa que há muito não ouvia.

Primeiro, porque saio pouco de casa; segundo, porque já passei da época das “famosas baladas”, e o assunto era sobre essa aventura[bb], aliás, não faz muito tempo a coisa era bem diferente.

balada

No metrô havia um grupo de jovens conversando bem à vontade, falando do dia anterior, que tinham ido a uma “balada” e coisa e tal; o papo fluía bem, até o momento em que o meu raciocínio não conseguia entender mais nada.

Pirei!

Uma jovem falava em tom bem exaltado “eu beijei três carinhas; a minha amiga beijou oito caras” e todos sorriram ao mesmo tempo. Não que desconhecesse o assunto (já tinha visto na televisão) mas, televisão[bb] as vezes exagera um pouco aqui, um pouco ali…

Hum! Esses beijos devem ter sido no decorrer das baladas, tantos beijos[bb] assim, não pode ter sido em uma única noite. Mesmo porque, seria demais beijar tantas bocas[bb] em uma única noite!

Não demorou muito para descobrir que estava diante de um testemunho legítimo, digno de uma reflexão. Realmente era numa única balada, ou “noitada” como eles mesmos diziam.

Diante daquele barulho, restava afastar um pouco. Sim! Porque se é uma coisa que faz barulho é uma turma de jovens conversando; jovem fala gritando; falam todos ao mesmo tempo, contam os seus segredos sem nenhum pudor.

E o assunto do beijo contava não só com a minha, mas, com participação de todos os passageiros presentes.

Todos prestavam atenção em cada detalhe narrado pela garotada. Tentei pensar em minha adolescência[bb]; naquela época já era difícil ir a uma balada; depois precisava saber que balada, onde, na casa de quem… Barzinho, quem frequenta esse local? E assim, os pensamentos me levaram a um tempo bem esquecido pela memória.

Memória[bb]… Comecei analisando a palavra. A memória é a capacidade de adquirir, armazenar, recuperar informações disponíveis em nosso cérebro. Memória, segundo diversos estudiosos, é à base do conhecimento. Como tal, deve ser trabalhada e estimulada.

É através dela que damos significado ao cotidiano e acumulamos experiências para utilizar durante a vida. A memória localiza ou focaliza coisas específicas, requer grande quantidade de energia mental e segundo os especialistas, deteriora-se com a idade.

Voltemos à explicação com uma indagação, hoje em dia, quem consegue armazenar alguma coisa na memória diante de tanta rapidez?

Internet, blogs, Twitter, Facebook, etc; e e-mail, então…!MemoriaNote

Guardar algo na memória? É de ficarmos emudecidos diante de tantas informações; aqueles  jovens despertaram em muitos um esforço danado, viajar no tempo, nos lugares interessantíssimos, vividos nos tempos idos, pessoas interessantes que beijamos… Cada etapa! Quantos segredos guardados na memória. Que lembranças!

Voltando a realidade em questão, beijos: foi até por isso que pensei em escrever algo.

Que interessante! Antes, se tratava de consumir para exibir uma posição social, estudos, empregos, bem-estar de maneira geral, um consumo durável. Hoje, somos meros discípulos do imediatismo dos prazeres em “massa”, porque convenhamos, tantos beijos é um consumo emocional, mercadológico…

Falemos em valores.

Quanto vale beijar oito bocas em uma unica noite? Qual o valor de um beijo? O que sobra de um ser humano depois de tantas bocas…. Ufa!

As gargalhadas daqueles jovens nos despertaram para esperar mais novidades para o futuro. Enquanto guardava as minhas lembranças e diante de um hiperconsumo[bb] de beijos, em uma única noite…

Opss! É melhor descer… Cheguei ao meu destino!

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2 comentários sobre “O Triunfo do Beijo”

  1. Patricia disse:

    Cara Marina, vc não é a única a indignar-se com o comportamento dos adolescentes no transporte público e c/ esse beijar desenfreado em tantas bocas numa só noite. O “choque” ainda é maior, em festas como o Carnaval. Minha memória traz c/ clareza uma resposta de um folião, dizendo c/ um sorriso de orelha a orelha, que até aquele momento tinha beijado cinquenta (cinqüenta!!!) bocas. Com trema ou não, é uma quantidade assustadora, um choque (sorry, pela repetição), mas a TV, divulgava o fato como uma proeza, como uma atitude “saudável” dessa geração “saúde”….

  2. karina disse:

    gostei muito dessa cronica
    amei d +
    bjao.

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