Diz-nos o ditado que ano só começa de fato depois do carnaval e ele está chegando com caminhões de problemas. Para começar no que de diz respeito ao carnaval, nessa semana presenciamos um acidente horrível nos barracões das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, até o prefeito interferiu nas decisões da liga das escolas pedindo o não rebaixamento das prejudicadas coisa e tal. Isto é o que chamo de competência política.
Falando no Rio de Janeiro, esta cidade parece mesmo mágica, todo o dia é manchete no Brasil inteiro, ainda mais agora como anfitriã de dois eventos importantíssimos, as Olimpíadas e a Copa do Mundo, todos mantém suas atenções voltadas para a Cidade Maravilhosa. Sejamos sinceros é uma bela cidade, mas com turbilhões de problemas.
Mas vamos falar das previsões para depois do Carnaval.
Posso arriscar muitos palpites, mas tenho até medo. Por onde anda a nossa Presidente, que estreou no programa de rádio “Café com a Presidenta”? A primeira noticia boa dada por ela foi à distribuição gratuita de remédios para diabetes e hipertensão, que segundo a própria, são as doenças que mais matam no Brasil e ainda, “o combate à miséria é composto pela melhoria das condições de vida, sobretudo com o acesso aos tratamentos de saúde”. Tudo bem, realmente pessoas bem tratadas e orientadas terão no futuro uma qualidade de vida melhor.
Para começar, faço algumas indagações à presidenta.
Sabendo que uma pessoa portadora de uma doença metabólica caracterizada por um aumento anormal do açúcar (glicose) no sangue, não precisa só dos medicamentos, mas é necessário também passar por cuidados diários – além de uma boa alimentação -, realizar uma tabela diária com as taxas de açúcar no organismo pela manhã, almoço, jantar e assim por diante, para controlar as doses dos medicamentos, através de um simples exame feito em casa chamado “ponta de dedo”, aquele exame de destro que todo farmacêutico. E Estado vai fornecer o aparelho? Os postos de Saúde estão preparados para orientar essas pessoas? Sabendo que as agulhas são especiais, as “farmacinhas”, como são chamadas, vão dispor de uma quantidade suficiente para todos? Os hospitais públicos terão médicos suficientes e disponíveis para cuidar desses pacientes?
Poderia passar horas perguntando à nobre presidenta sobre os inúmeros problemas dentro do mesmo item, sem falar do segundo que é hipertensão, mas fico por aqui.
A minha mãe é diabética e mora no interior de Minas Gerais, aliás… Que cidade!!! No posto de Saúde não tem NADA, ou como diz o mineiro, é uma FARTURA só: farta agulha, farta seringa, farta profissional preparado para lidar com essa questão, farta aparelho para realizar o exame de glicose… Os médicos, na grande maioria, são fazendeiros, cuidam mais de seus interesses particulares do que da população, mas são pagos pelo Estado… Para se ter uma ideia, no final de semana não existem médicos na cidade – fui orientada por uma enfermeira a esperar pela segunda-feira.
Olha, é tanta falta de estrutura em um único lugar que não dá nem para gritar, chorar, reclamar, opa! Reclamar para quem, se a própria enfermeira me orientou a procurar a Justiça.
Será que ela sabe de que justiça falava?
Presidenta, vamos atualizar os dados?
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