Os desafios da mulher no mundo de hoje
No dia 8 de março comemoramos a luta das mulheres em defesa de seus direitos. Sabemos que o evento ocorrido no dia 8 de março de 1857 foi terrível e não deveria trazer nenhuma lembrança agradável para qualquer ser humano, mulher ou homem. Entretanto, não se trata de lembrar este dia e nem de dar parabéns às mulheres, mas abraçá-las por suas conquistas e sua contribuição efetiva na construção de um mundo novo.
Ao longo do tempo, exceto em sociedades matriarcais, a mulher foi considerada como objeto de reprodução e como dona de casa. Não tinha o poder de mandar e nem de expressar suas ideias. Inconformadas, muitas delas se rebelaram, muitas tiveram que dar até a sua própria vida em troca de uma posição melhor na sociedade, principalmente no trabalho, na política, e nos direitos sociais. Muitas se destacaram nessa luta, mas ainda assim tiveram que percorrer um longo caminho para isso.
Com o advento da modernidade, uma série de demandas e novas necessidades humanas no que se refere a estilo, costume de vida ou organização social apareceram. A tradição vivida no passado ganha algo de moderno, novas ideias, novos recursos tecnológicos, mídias eletrônicas e impressas, que serviram de instrumentos direcionados para a população, de maneira geral e principalmente, nos grandes centros urbanos.
Começa a surgir também a mulher moderna, seja dentro da religião, no mercado de trabalho, nas escolas como estudantes, lutando cada vez mais, para conseguir o seu espaço dentro da sociedade, se libertando da educação advinda do passado.
Ah… Foi-se o tempo da mulher submissa podem dizer, mas… ainda não é bem assim. Mas mudamos.
Pelo menos aquela que não teve voz e nem vez no mundo dos homens quase não existe mais. Agora o mundo não é só dos homens. As mulheres ganharam expressão, embora ainda tenhamos muito a conquistar.
O preconceito ainda não morreu dentro das pessoas, mas está desaparecendo.
Na atualidade há mulheres que têm se destacado muito mais na área do trabalho do que os homens. Porém, devido ao preconceito que ainda existe na sociedade, o salário da mulher ainda é menor do que o salário do homem, por exemplo.
UM DADO TRISTE
Além de assumir cada vez mais um papel central na família e na sociedade, na grande maioria das vezes, os cuidados com a casa e com os filhos ainda ficam sob a nossa responsabilidade. Segundo pesquisa realizada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, aponta que “o homem brasileiro apoia a ida da mulher para o mercado de trabalho, mas apenas 6,1% dividem as tarefas domésticas com elas”. Um alerta para os maridos: conforme dados da mesma pesquisa, os filhos e o emprego vêm em primeiro lugar para 52% das brasileiras.
No século XXI, as mulheres deixaram de vez o papel de coadjuvantes para assumir seu lugar na história!
Nascidas para amar… As questões afetivas sempre estiveram ligadas de maneira profunda à existência da mulher: carinho, zelo, paciência, sentido de serviço, compaixão… Qualidades que por um lado podem dar conotação de fraqueza são na verdade, a grande prova de poder e força da mulher. Postura calma e um coração espiritualmente enriquecido; tranquila e dotada de uma capacidade para influenciar de modo bondoso aqueles a quem ama; seu marido, seus filhos e até sua carreira serão afetados pela sua capacidade de transmitir o que tem de melhor àqueles que influenciam.
Homem e mulher. Geneticamente diferentes, trazem em suas estruturas físicas e mentais as marcas culturais de um passado distante. Esqueçamos por um momento o que nossa cultura atual tenta definir como preconceito.
Não cabe aqui analisar se essa ou aquela característica é correta ou não. Apenas queremos apontar que as diferentes características existem e que usualmente aprende-se o que são “coisas de mulher” e “coisas de homem”.
Hoje a mulher exerce muitas posições sociais na qual somente o homem exercia, deixando de lado sua feminilidade se comparando ou disputando com ele seu lugar. Isso lhe custou caro, pois acaba afastando homens das mulheres em uma disputa sem sentido.
O que a mulher não pode fazer é tornar-se machista, atitude que sempre criticou e combateu nos homens opressores.
Tentar compreender a vida em sua essência feminina, agir consigo mesma numa tentativa de trocar sua “brutalidade” de competir com o homem pela “fragilidade” e delicadeza de liberar suas emoções e se envolver em sua própria natureza de mulher.
Reconhecer em si o que sabe fazer de melhor em suas respectivas atividades e se tornar feliz, livre de TPM ou outro tipo de estresse adquirido nos tempos modernos.
Ser livre para poder sentir-se mulher em sua docilidade de ser, liberando a natureza da mulher mãe, amiga compreensiva, parceira, meiga e entregar-se a suas próprias emoções, mantendo assim o seu espaço, já conquistado, no mundo moderno.
PARABÉNS MULHERES!!!!!
photo “Field of Poopies” by Geert Reitzema
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