Os desafios de Fernando Haddad

Entra prefeito e sai prefeito e a maioria dos problemas centrais da maior e mais rica cidade do país seguem no mesmo patamar ou até em situação pior: saúde precária, trânsito caótico, transporte público ineficiente, deficit de moradia, violência desenfreada, sistema penitenciário ineficaz, ausência de políticas públicas de toda natureza além da famosa falta de vontade política de resolvê-los. Esse será o nosso ponto.

Eis então que um jornal de grande circulação e seus parceiros resolvem promover ideias que, se fossem aplicadas, transformaria a cara da nossa cidade. Surge borboletas azuis voando ao redor de jardins e bancos de praça nas margens dos rios Tietê e Pinheiros. Coisa linda, mas muito, mas muito longe mesmo de se realizar. Mas porque não acontece? Falta dinheiro? Não. Dinheiro temos que sobra em qualquer área, é só passar na Rua Boa Vista, no centro da cidade, e acompanhar o impostômetro. Aqueles números não param e são tantos dígitos ao final do ano que eu preciso contar de trás pra frente para saber em casa monetária estamos.

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Para você, (e)leitor, ver borboletas nas margens dos nossos rios e passear com a namorada por um ferry boat ou simplesmente fazer uma caminhada ao nascer do Sol, precisamos apenas que o prefeito que entre não pense apenas em completar seu mandato, conseguir se reeleger e colocar uma placa de bronze em uma praça, uma estátua ou uma passarela. Precisamos de praça? Sim. Essa é nossa necessidade? NÃO!

Se um prefeito quer mesmo marcar seu nome na história, tem que esquecer um pouco a disputa política e tentar fazer obras e serviços que realmente vão elevar o padrão de vida do paulistano, mas não do paulistano que mora nos Jardins ou no Morumbi, mas daquele que mora logo ali, em Sapopemba ou na Brasilândia (nada contra quem mora lá, ok. Odeio ter que explicar isso).

Haddad deve começar projetos de forte impacto na cidade, sabendo que seu nome não figurará em nenhuma placa, mas todos aqueles que acompanharem suas iniciativas poderão contar para filhos e netos: “Foi Haddad que começou essa revolução”.

 

Homem novo para um tempo novo, mas com os “suspeitos de sempre”

Será que o professor da USP será capaz de algo grandioso? Tenho minhas dúvidas, tendo em vista que ele é filiado ao PT, que tem como principal líder um cara como o Lula, sem nenhum tino para grandes coisas, a não para favorecer sua gangue.

Haddad terá que ser maior que a sede de poder™ do partido dele e mostrar que se preocupa mesmo com a cidade e com seus cidadãos. Se ele vai aumentar a passagem de ônibus ou nos isentar do absurdo que é a taxa paga para a Controlar estou pouco me importando. Isso não passa de “perfumaria”. Quero soluções concretas para a cidade, mas que só mesmo alguém de visão pois o prazo para a solução desses problemas superam 1 década.

Será que o nosso prefeito é um homem de visão? Saberemos ao final do seu e dos seus mandatos.

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