Descoberto o autor do samba do crioulo doido


Como nosso colunista hebdomadário conseguiu um dos robôs que sobraram após a gravação do filme Substitutos (Surrogates, 2009), que por sinal sou eu, mais uma vez estamos aqui para analisar as mazelas brasileiras e o cotidiano nacional.

Falando em mazela, é triste ter a certeza de que as decisões só são tomadas por aqui após grandes tragédias, como o Caso Liana Friedenbach, que reacendeu a discussão sobre maioridade penal, e mais recente, o atropelamento de Rafael, filho da atriz Cissa Guimarães.

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Dessa vez, a discussão é a sobre a possibilidade da instalação de câmeras de vídeo nas viaturas, que serviriam contra a corrupção policial.

A relação entre dois fatos, entretanto, me é muito tênue, já que denúncias de crimes feitos por policiais existem aos montes, não sendo esta a tal da cereja do bolo.

De qualquer forma o atual governador que eu não posso citar o nome (pois ele é candidato à reeleição, e o TRE proíbe) anunciou que os tais equipamentos serão instalados, finalmente posso dizer, já que ele mesmo vetou uma lei da Assembleia Legislativa que determinava a mesma coisa.

Bom, a alegação na época do veto era a falta da informação de onde sairia o dinheiro para pagar esse samba do crioulo doido. Hoje, por sua vez, já sabemos que dos cofres do governo do estado-por-associação-o-seu-bolso.

Enquanto isso, já que ninguém sabe de onde sairá o pão, ao menos já temos o circo, de terça a domingo no Teatro Carlos Gomes, centro carioca.

Interessante também é que os responsáveis pela peça, o grupo teatral “Disse que” é formado por formado por seis PMs e dirigido pelo sargento Sidney Guedes.

Será que ao menos na ficção, a vida termina em final feliz?


Café da Tarde – Semana de 30 de julho de 2010


Ontem eu bati bola com o Hugo Hoyama, que é o Pelé do tênis de mesa.

Tudo bem, isso é relevante só para mim, e muita gente já jogou com ele nos campeonatos e tal, mas a primeira vez sempre é mais gostosa.

Inclusive não me saí mal no seu desafio

Viu algo interessante por aí ou quer ficar conhecido no seu prédio AND padaria? Então mande seu link com uma descrição para vivendocidade arroba gmail.com

As melhores sugestões serão postadas às sextas.

Agora vamos aos links da 30ª semana de 2010:

“10 verdades que pregamos sobre 10 mentiras que praticamos” [opinião]

“Fotografia e Ciências” [fotografia]

“Less Than 1 Year Until The Internet Runs Out of Addresses” [artigo]

“Neighbor Neighbor” [crônica]

“Quando parece que o problema é de comunicação interna, mas não é” [artigo]

“Assista a trailer de Let Me In impróprio para menores” [vídeo]

“Por uma internet mais humana” [debate]

“Animação “Day & Night” da Pixar” [vídeo]

“O Google e o fim do papinho de portão” [opinião]

“Aniversário de 40 anos: A Origem do Tobias” [homenagem]


Justin Bieber, vem para o Brasil meu filho!


Hoje, vindo para o trabalho, ouvi na rádio que os casais homossexuais poderão incluir seus parceiros como dependentes no Imposto de Renda, tendo como base o princípio da isonomia de tratamento.

Isso significa que se o Justin Bieber fosse brasileiro, maior de idade, e tiver vida em comum por mais de cinco anos, ele poderia ser incluído na declaração de alguém.

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Essa decisão da Receita Federal é na verdade mais um passo na caminhada pelo reconhecimento dos direitos civis das Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (os são paulinos[bb] estão em outro grupo, parecido com esse), que já inclui a adoção de crianças (apesar da falta da legislação específica), registro de contrato em títulos e documentos, e um parecer favorável sobre o reconhecimento de união entre os casais.

Nesse ponto, inclusive, os nossos hermanos del Río de la Plata estão anos-luz à nossa frente, já que desde 15 de julho (aniversário da minha mãe. Oi mãe!) o casamento entre pessoas do mesmo sexo é autorizado e reconhecido.

Na verdade, sendo nosso país um Estado sem religião oficial, que prega a igualdade suprema entre as pessoas em direitos e deveres, esse assunto não deveria sequer ser posto em discussão, bastando para o coitadinho do Justin, se fosse brasileiro, ir a qualquer cartório de registros e assinar seu casamento.

Mas como nem tudo são flores, parte da religião é contrária à esse direito, que é constitucional destacamos. A alegação primária é mais etimológica do que social, pois a palavra “casamento”, segundo, remete à união entre homem em mulher.

Tudo bem, se quiserem, eu passo a dizer “União autorizada e reconhecida pelo Estado de maneira estável e solene entre duas pessoas de mesmo sexo, capazes e habilitadas civilmente”.

Mas seria cansativo ter que repetir isso.