Como ser pago por aquilo que você faz de graça

(artigo de Julien Smith traduzido a partir de seu site “in over your head“)

Como ser pago por aquilo que você faz de graçaBartenders conseguem $500 por noite em gorjetas. Baristas cerca de $20.

Seus drinks são igualmente complexos. Atendem a praticamente os mesmos clientes. Executam o mesmo trabalho, mas em diferentes horários e contextos. Porque bartenders ganham muito mais?

Não é questão de desempenho. Alguns bartenders são bem desleixados e alguns baristas são realmente bons no que fazem, mas sua compensação fica sempre dentro desta média, não importando quão bons eles são. Dessa forma, a qualidade de seu trabalho pouco importa.

Poderia ser uma questão ao quando nós gastamos? Baristas fazem várias bebidas por dia, mas aquelas dignas de Starbucks são poucas. Será que baristas receberiam gorjetas melhores se o tamanho de suas bebidas for menor? Talvez, mas isso também não parece certo.

Para ser recompensado, o garçom age dentro do contexto que se espera aos bartenders, e nós sentimos que eles realmente merecem seu dólar, mas é raro que tenhamos esse sentimento pelo barista.

Blogueiros têm esse mesmo problema. Também trabalham por uma migalha, mas não é certo que vão ser levados a sério ou mesmo serem pagos. Vão de um evento a outro, na esperança de fazer um grande espetáculo mas, muitas vezes, isso não funciona. Leia mais…

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LOLA #35

Tirinhas traduzidas da Lola, por Todd Clark e Steve Dickenson

LOLA #35

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Café da Tarde – Semana de 18 de junho de 2010

Café da Tarde   Semana de 18 de junho de 2010

Arranquem e enterrem meu coração numa curva de rio.

Viu algo interessante por aí ou quer ficar conhecido no seu prédio AND padaria? Então mande seu link com uma descrição para vivendocidade arroba gmail.com

As melhores sugestões serão postadas às sextas.

Agora vamos aos links da 24ª semana de 2010:

“Ninguém quer aprender ou poucos querem ensinar? Ou é tudo preguiça?” [opinião]

“Efeitos do derrame de petróleo no Golfo do México” [fotografia]

“Recuperando o direito de não votar” [artigo]

“1284: O último Gol do Pelé” [vídeo]

“Na mesma foto 15 anos antes de se conhecerem” [gump]

“Indie: A fina arte de ser um bundão arrogante” [opinião]

“Já está em vigor a resolução ANAC que amplia direitos dos passageiros” [artigo]

“O controle da internet é a arma dos poderosos” [artigo]

“O Brasil falhou ao esquecer o transporte ferroviário” [transportes]

“Dentro das Ondas” [fotografia]

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A Universidade Pública, Gratuita e de Qualidade

Hoje resolvi aceitar um antigo desafio: escrever sobre a USP. E era um desafio porque passo a maior parte do meu tempo no ambiente da maior e mais importante Universidade do país e muitas vezes não é muito fácil falar sobre ela.

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calouro, trote, bicho, uspCalouros da turma de 2008. Foto de Jorge Tung e Débora Ribeiro.

Sim, a foto é uma ironia.

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Primeiro gostaria de falar sobre o título deste artigo. Ele não é de minha autoria, mas é uma das falas do pessoal do Sindicato. Defendem uma universidade pública, gratuita e de qualidade. A frase virou até piada, dizendo ser impossível unir as três coisas. Ou é pública e gratuita, ou é de qualidade. E nas diversas outras variações possíveis. Leia mais…

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Sexta Feira Poética: José Saramago

José Saramago (1922-2010)

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Não poderia deixar de citar, nesta sexta feira poética, da importância da vida e obra do poeta português José Saramago, falecido nesta sexta feira.

Dono de um estilo único, a utilização de frases e períodos compridos, usando a pontuação de uma maneira não convencional. Os diálogos das personagens são inseridos nos próprios parágrafos que os antecedem, de forma que não existem travessões nos seus livros: este tipo de marcação das falas propicia uma forte sensação de fluxo de consciência, a ponto do leitor chegar a confundir-se se um certo diálogo foi real ou apenas um pensamento.

Podemos ver suas várias fáces a partir da diversidade de suas obras, desde romances como “Ensaio Sobre a Cegueira[bb]” e “O Evangelho Segundo Jesus Cristo[bb]“, teatro, contos, crônicas e poesias, as quais destaco a antologia “Provavelmente Alegria[bb]“, com poemas de sombra e de luz, entrançados, de uma elaboração feita através do seu próprio avesso, simultaneamente de mar e de trevas. (Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998)

A poesia de hoje é desse livro, publicado em 1970.

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EU LUMINOSO NÃO SOU

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Eu luminoso não sou. Nem sei que haja
Um poço mais remoto, e habitado
De cegas criaturas, de histórias e assombros.
Se, no fundo poço, que é o mundo
Secreto e intratável das águas interiores,
Uma roda de céu ondulando se alarga,
Digamos que é o mar: como o rápido canto
Ou apenas o eco, desenha no vazio irrespirável
O movimento de asas. O musgo é um silêncio,
E as cobras-d’água dobram rugas no céu,
Enquanto, devagar, as aves se recolhem.

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