Sexta Feira Poética: Pueril


Na sexta poética de hoje, ao invés de falarmos de um fato ou pessoa conhecido, vamos analisar os itens que compõem uma boa poesia.

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Quando eu escrevo, por exemplo, não existe uma regra ou padrão definido, apenas palavras postas no papel uma depois da outra. Alguns desses trabalhos inclusive estão reunidos no meu livro “Se Perguntarem de Mim“, à venda aqui no site.

De qualquer forma, se você quer escrever poesia, não se atenha a nada do que se fala por aí, nem à esse texto (uia!). Escreva solto, fazendo rimas, versos livres, com estrofes estruturadas ou sem forma alguma.

Importante mesmo é se lembrar de que o texto deve passar algum sentimento, uma mensagem que fará a pessoa que lê pensar um pouco, pouco até demais em alguns casos, mas deixa pra lá.

Certa vez, fui desafiado a escrever, tendo apenas poucas palavras à disposição, e o que fiz? Optei pela possibilidade mais simples. Se lembrem disso.

Pueril

Chulé no pé
Pé de caju
Caju de castanha
Castanha é uma cor
Cor dos seus olhos
Olhos de ressaca
Ressaca de aroma
Aroma de chulé

(10/out/2007)

Outra coisa importante que devem se lembrar, é de escrever todos os dias, tanto quanto possível, sobre todos os assuntos.

Tenha um blog, há!


O trabalho e o serviço #7


Voltando a falar um pouco sobre o dinheiro, já que quando estou na minha identidade secreta, é com ele que trabalho, surgiu uma tarefa de se levantar pagamentos anuais nos últimos 40 anos.

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Pois é, quem tem mais idade como o Alexandre Carvalho por exemplo, deve se lembrar que nosso rico dinheirinho já teve outros nomes, e ainda, outros valores. Só para ilustrar, a partir do glorioso ano de Nosso Senhor do meu nascimento até hoje, o dinheiro brasileiro mudou sete vezes, entre corte de zeros, de centavos ou mesmo a flutuação da moeda em dólar, antes do Plano Real. Leia mais [+]


Pico de atividade (eu disse pico)


Se tem uma coisa que o modo de vida moderno prejudicou, foi na duração do dia “útil”.

Uma vez que não temos mais a necessidade de seguir o movimento da terra, e consequentemente, da luz para programarmos nossas atividades, é certo afirmar que para a maioria das pessoas, o relógio biológico mudou, simples assim.

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Claro que cada pessoa se sente mais esperta em um determinado horário, devendo programar suas atividades que requeiram mais atenção para esse período, e dessa forma, serem mais produtivas. Dessa forma, existem pessoas que são diurnas, quando seu nível de atenção está ao máximo na parte da manhã e chega ao zero absoluto mais tarde, ou mesmo aquelas que têm seu nível de atenção maior no período da tarde (vespertinos), ou mesmo à noite (noturnos).

Mas o que fazer quando todo o UNIVERSO parece que prefere ser vespertino e/ou noturno?

Sem pensar muito, em qual horário os canais de TV transmitem sua programação de alto nível? (sim, TV e alto nível na mesma frase, e nem fiz piada) E jogos de futebol? Que têm seu horário programado para depois da novela?

Não existe nada mais desconsolador para um diurno (eu, viva!) levantar cedo depois de uma noite tranquila de sono, e ter que esperar o restante da casa completar seu ciclo de regeneração (Sete de Nove[bb], eu te amo!) lá na metade do dia. Logo, quando seu organismo sente a necessidade de um belo almoço, por exemplo, o restante das pessoas ainda está no café da manhã.

O desenho acima (notem como eu desenho bem), onde o eixo “A” é o nível de atenção e “t” o tempo, ilustra bem meu problema.

Ainda existem outros exemplos, e cito em especial as baladas, onde o melhor horário para se chegar gira em torno do dia seguinte.

E o que fazer? Uma solução possível é buscar o equilíbrio dentro do grupo em que vive, respeitando sua própria biologia ou quem sabe, comprar um fogão novo e aprender a cozinhar e sair da aba da sua mãe!

Se você está lendo isso e também tem esse problema, você é a Resistência.

update: se você quer ler um artigo sério sobre cronotipos, bem como saber qual é o seu, recomendo o texto da Mariana Domakoski, editado na Gazeta do Povo.