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As melhores sugestões serão postadas às sextas.
Agora vamos aos links da 20ª semana de 2010:
A febre das figurinhas e a convergência das mídias [opinião]
Infográfico: a revolução musical provocada pelo iPod [iconográfico]
Correntes de e-mails, como devo proceder? [dica]
20 grandes ilustrações do Frank Frazetta [ilustração]
Fan-Film de Mega Man [vídeo]
30 razões de que Homem de Ferro é mais legal que Darth Vader [nerd]
Definitivamente ter a família no Orkut não dá certo [humor]
Edney Souza e o estado da blogosfera brasileira [artigo]
Afinal, de quem é a culpa? [opinião]
13 fatores que faziam um site ser bom em 1998 [história]
Dentro de algumas horas, o Brasil inteiro estará sentado na frente da TV, esperando a lista de convocados para a Copa do Mundo.
Em nenhum outro momento, evento, se vê todas as pessoas juntas, preocupadas, discutindo questões relevantes como o futebol nos pferece. O sentimento de identidade nacional praticamente só existe quando há uma bola rolando, seja em gramado, quadra ou qualquer canto que dê, e jogadores disputando em busca da marcação do gol.
O imaginário coletivo do futebol é capaz de discussões em rodas de amigos por anos sobre aquela jogada bonita, um erro do juiz ou mesmo uma defesa bem feita.
Isso é tanto verdade que hoje em dia, mesmo os mais novos considerando que a melhor seleção brasileira é a pentacampeã, não deixam de dar seu valor a craques como Zico, Falcão e Sócrates, e todos aqueles que foram os campeões morais em 1982 (eu não os vi jogar).
Para não cometer uma injustiça, puxando bravamente pela memória, lembraremos de Valdir Peres, Leandro, Oscar, Luisinho e Júnior, Falcão, Toninho Cerezo, Sócrates e Zico, fechando no ataque com Serginho Chulapa e Éder.
Os mais críticos ainda conseguem escalar o banco de reservas, e é disso que estamos falando.
Do ponto de vista clássico, imaginário (ou imagem) é o vocábulo fundamental que corresponde à imaginação, como sua função e produto. Composto de imagens mentais, é definido a partir de muitas óticas diferentes, até conflitantes. Alguns, como Bachelard, consideram que, graças ao imaginário, a imaginação é essencialmente aberta, evasiva.
Ela é no psiquismo humano a própria experiência da abertura, a própria experiência da novidade. Le Goff pondera que o imaginário está no campo das representações, mas como uma tradução não reprodutora, e sim, criadora, poética.
É parte da representação, que é intelectual, mas a ultrapassa.
A pessoa que faz uso desse, porque não, “poder”, consegue trocar aquilo que é real, por algo que não é; ao longo dos anos vimos exemplos disso nas propagandas alemãs durante a guerra, ou os militares brasileiros durante os anos de chumbo.
É também relacionado à paixões. Sobre o futebol, mais tarde ficaremos felizes, ou se o técnico Dunga não convocar os meninos do Santos, nem tanto.
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BACHELARD, Gaston. O Novo Espírito Científico. Lisboa, Edições 70, 1986.
LE GOFF, Jacques. O imaginário medieval. Portugal: Editorial Estampa, 1994.