Somos controlados e ao mesmo tempo controladores do uso do tempo. Na verdade, com a era da informática o tempo já não possui mais 24h, vivemos em tempo integral, não temos hora para começar e nem para terminar as nossas tarefas cotidianas.

Estamos insaciáveis, ávidos por tudo e por todos, posso assim dizer. Queremos saber as noticias e as temos em tempo real, – que nos autoriza usar o mesmo momento a partir de múltiplos lugares e todos os lugares a partir de um só deles -. Indiferentemente de onde estamos o que acontece do outro lado do mundo está sob as nossas lentes, ou dos ouvidos. Vivemos na tirania da informação.
Mas, o que não percebemos é que devido a essa pressa diante do novo, nos tornamos consumidores de uma informação manipulada, interpretada, formadora de opiniões. O que era para esclarecer confunde. As noticias perderam as suas características, as de informar meramente, pelo contrário, elas tentam nos convencer sobre algo, pessoas, vestimentas e tantas mais.
O Brasil é uma terra povoada por um macaco-descendentes de cérebro tecnicamente desenvolvido e um polegar opositor que serve apenas para tirar meleca do nariz. Ao menos no que se refere a práticas de qualidade, otimização de processos e melhoria dos sistemas.
Antes de entrar de fato nesse planeta, uma recapitulação em poucas palavras de como em dado momento da história do homem, começamos a pensar em qualidade.
O Japão, duas bombas atômicas e um samurai bêbado de saquê depois, passou a desenvolver suas indústrias – sobretudo a automobilística – a partir do método da observação-copiada-e-melhorada, ou seja, de posse dos bens vindos de fora, passaram por um processo de cópia dos mesmos, seguido por técnicas ninja de engenharia reversa, para depois surpreenderem o planeta com algo totalmente novo e melhor, além de extremamente mais bonito.
Hoje mais cedo, meu amigo e muso inspirador Alessandro Martins postou um texto intitulado “Geração Bolacha Receada“, onde são feitas, como numa receita de doce, comparações acerca do pessoal que nasceu nos fins dos anos de 1970.

É claro que você precisa parar sua leitura por aqui, visitar o Livros e Afins e ler seu artigo, para depois voltar.