Como vocês já devem saber, o Instagram, uma rede social de fotografia, disponibilizou ontem uma versão de seu conhecido aplicativo para o Android. Se no restante do mundo isto significou aumentar mais ainda a base de usuários do aplicativo e, consequentemente, valorizar o modelo de negócio, no Brasil (e para alguns outros manolos no mundo) foi motivo de chacota e piada por parte de uma classe de usuários de celular que se consideram acima dos deuses e dos homens por causa da marca de celular que usam.

Não vou entrar no mérito tecnológico entre o iOS e o Android. Um monte de site já fez comparações entre os dois sistemas operacionais, e este robozinho aqui é meio suspeito para falar de um ou de outro. Vou me ater apenas ao FUD quanto à orkutização do Instagram. Se puder.
Antes de começar, já adianto que este é um daqueles posts longos, mas nem por isso ele é chato (você que é preguiçoso e não gosta de ler, sinto muito).
Historicamente não existe um conceito capaz de definir “deus”. Os povos da Antiguidade se referiam a deus através da manifestação dos fenômenos naturais, a chuva, o vento, à noite, o dia, as estações e assim por diante. E daí surgem os rituais, os sacrifícios, as cerimônias, que tinham como objetivo agradar as benfeitorias recebidas pelos “deuses” atribuídos para cada fenômeno da natureza, ou como forma de não serem castigados.
Ao longo dos séculos, por meio das tradições primitivas, esses deuses foram ganhando contornos cada vez mais fortes até se estabelecer um conceito filosófico de religiões, significando aqui como grupos de pessoas, com métodos, regras e afins.
E assim essa evolução caminhou por muitos séculos em nossa história e se mantém até os dias atuais.

Essa é a História resumida. A parte longa, e principalmente a resposta para a pergunta fundamental sobre a vida, universo e tudo o mais, digo… Porque essa necessidade de deus afinal?
Antes de tudo, não é Deus, com letra maiúscula, da tradição judaico-cristã; mas sim o deus, baseado em tudo aquilo que as pessoas acreditam, e que de alguma forma, se sentem bem.
Quando a internet se tornou popular, há mais ou menos 328 anos atrás, os sites eram assim:

Basicamente, não pensávamos em montar sites que fossem úteis ou que atendessem a um objetivo definido, nos preocupando apenas em colocar o máximo de função no mesmo lugar, já que era difícil saber onde procurar as coisas.
Eu mesmo fiz alguns sites assim, com aquela musiquinha sem vergonha no fundo e dozenas de janelas piscando. Era a moda e eu seguia a tendência.
Só que com o passar dos anos, principalmente inspirados pelo lado negro – apple like – de ser, descobrimos que é possível unir função a design, e redescobrimos o fogo.
Tudo bem que essa afirmação é correta, mas como o menino Juquinha que espia sua vizinha no banho, passamos a pensar somente em beleza e simplicidade, esquecendo-nos muitas vezes da função, método e processo.
Nunca me esqueço das aulas de processamento de dados no falecido curso técnico, onde quando não estávamos programando em Clipper, o professor nos fazia repetir o mantra:
Sites têm que ter fundo branco e letras pretas. Se quer destacar algo, coloque em vermelho.
De qualquer forma, não tenho a pretensão de ser o próximo Jony Ive, verdadeiro gênio do Design Industrial, mas posso de alguma maneira tentar juntar os ingredientes para atingir as metas, mesmo que o resultado não seja, necessariamente, bonito.