Meus 20 centavos sobre o populismo

…ou “Porque o brasileiro adora ser vira-lata”

Muito tem se falado sobre a saída da presidente, petrolão, terceiro turno, e as manifestações que tem acontecido em várias cidades pedindo, entre outras coisas, o fim da corrupção em nosso país. Em outras palavras, tudo se resume em (usando os termos da moda): coxinhas contra petralhas.

Antes de tudo, o assunto é muito complexo para ser resumido em apenas dois conceitos (antagônicos), assim como é impossível também aceitar que o comunismo é o fim de tudo, ou que o capitalismo é o heroi do povo contra todo o mal que existe.

Essa forma binária de rotular as coisas é bem babaca, aliás.

Enfim, eu entendo que não só o Brasil, mas a América Latina como um todo sofre de um mal chamado POPULISMO, onde o cidadão faz qualquer coisa para chegar ao poder, para em seguida, fazer coisas ainda piores para se manter lá. Continue lendo

O Dia Internacional da Mulher visto por um homem simples (e por uma mulher de garra)

Nessas faltas de água de março peço a ajuda de Fátima Pacheco Jordão, socióloga e pesquisadora da FPJ (Fato, Pesquisa e Jornalismo), para contar um pouco da história desse dia tão falado. Vamos aos fatos:

A origem histórica do dia 8 de março se deu há 158 anos atrás quando, em 1857, 130 operárias americanas morreram queimadas após serem impedidas de sair de uma fábrica têxtil em Nova Iorque. A atitude dos patrões era uma represália ao movimento grevista das costureiras, que pleiteavam redução da jornada diária de trabalho. Naquela época, as mulheres não tinham voz – nem socialmente, nem politicamente. Eram discriminadas no trabalho, não tinham direito a voto e nem podiam participar dos espaços de representação política.

Dando sequência aos fatos, em 1910 foi decidido em uma conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca comemorar esse dia como o “Dia Internacional da Mulher” em homenagem àquelas mulheres americanas mortas. Naquela ocasião as mulheres reivindicavam, além do direito de voto e de participação pública, o direito de trabalhar, de treinamento vocacional e do fim da discriminação no trabalho.

 

Desde 1975, em sinal de apreço pela luta das mulheres, as Nações Unidas decidiram consagrar também o dia 8 de março como o “Dia Internacional da Mulher”. Seria importante lembrar que aquela data histórica teve um grande impacto na legislação trabalhista americana e mundial e as péssimas condições de trabalho das mulheres sempre foram invocadas em todas as comemorações do “Dia Internacional da Mulher”. E essa luta continua até os dias de hoje.

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Nenhuma escola de Inglês quer que você fale Inglês

Eu estava conversando com a minha mãe, e em um dos assuntos, ela me perguntou qual escola de inglês era boa para que ela fizesse matrícula. Minha resposta, sem pensar muito, foi: “nenhuma”. Claro que foi uma resposta muito negativa quanto à qualidade delas, porque devem existir algumas que são sérias coisa e tal.

Pensando nos motivos que me levam a crer nesta afirmação, é claro que poderia defender o uso da Língua Internacional Esperanto como solução para questões de entendimento de língua entre pessoas de países diferentes. Talvez seja devido ao meu estudo nesta língua, que justamente tenho essa premissa contra as tais aulinhas de inglês.

Antes de tudo, poucas pessoas se perguntam, mas qual é o motivo que temos que aprender inglês nas escolas? Acontece que nossa Lei de Diretrizes e Bases obriga todas as escolas a inclusão de uma “língua estrangeira moderna” em seus programas de ensino, sendo a escolha dela a cargo do conselho escolar e da comunidade.

 

tradução simultânea

Se todo mundo fala inglês, por que utilizamos tradutores simultâneos?

 

Então está tudo resolvido! Como todo mundo fala inglês… Só que isso não é verdade.
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