Sandy faz anal e o que temos com isso?


Nesse mundo, certas coisas são muito polêmicas, e não estamos falando de mamilos. A declaração sobre prazer anal publicada na edição deste mês da revista Playboy é uma delas. E nem é pelo ato em si, já que cada um dá o que pode e come com o que tem, e por isso sem critérios de avaliação.

O centro da questão está na Sandy Júnior (inevitável, desculpem) e como qualquer coisa onde ela esteja se multiplica por um zilhão de estrelas cadentes vindo em direção à Terra.

 

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Quem tiver boa memória vai se lembrar que desde bebê, quando iniciou sua carreira artística na cola do sucesso familiar, a personalidade “pública” dela seguiu um mesmo padrão, o de princesinha. Naquela época, o início da década de 1990, os grupos infantis que estavam em alta nos anos anteriores começavam a perder espaço, uma por seus integrantes terem crescido, além do crescimento da tecnologia e outras questões sociais das quais já foram tratadas neste site, e esse “bom mocismo” foi bem visto pelas pessoas.

Artificialmente ou não, esse lado grudou de tal forma em sua pessoa que nem a afirmação de sua devassidão foi capaz de alterar seu status.

Hoje, é praticamente impossível, para nós mortais imaginar que a Sandy seja uma pessoa comum, que tem suas necessidades, arrota ou, no caso da entrevista, faz sexo.

Por um lado, independente do ato em si, é bom que surjam essas polêmicas em torno dos famosos, uma vez em que o culto de personalidade nunca esteve tão em alta. É só ver por aí o que as pessoas estão fazendo para ter seus 5 minutos de fama, Rebecca Black e afins.

No final disso tudo, algo que ainda não fomos capazes de desvendar é, porque continuamos a repetir esses símbolos, mesmo depois de tanto criticá-los?



História Agora


Oi amigos!

Só para lembrar que a revista História Agora está publicando seu segundo dossiê sobre Religiões e Religiosidades no Tempo Presente e tem um artigo meu lá, falando sobre a questão da tradicionalidade das práticas religiosas em função do tempo.

 

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Como vocês sabem esse foi o tema do meu mestrado em Ciências da Religião, ao tem acompanhado como funciona hoje a igreja Assembleia de Deus do bairro do Bom Retiro, aqui em São Paulo.

A revista está muito boa, e os artigos selecionados mostram um aspecto muito importante para o dia de hoje, que são as dificuldades e os desafios que as religiões estão encontrando, frente a um mundo que não aceita mais as práticas tradicionais.

Seja na questão da construção e do compartilhamento de conteúdo, ou mesmo na adoção de novas práticas religiosas, aparentemente vivemos em um ceticismo e, porque não, tecnocentrismo (colocamos a tecnologia/ciência em primeiro plano) imenso, onde não existe mais o fator de coerção que as práticas religiosas utilizaram ao longo do tempo.

Não que isso seja algo ruim, mas o tal do “medo de ir ao inferno” já não assusta tanto.

Não deixem de prestigiar!


Café e internet e não precisamos de mais nada


Interessante como cada geração cria a sua própria cultura. Na verdade, penso se faz um arranjo cultural entre as gerações passadas e as atuais, ensinamentos que passaram pelos pais, avós, tios e por aí se vai.

As décadas de 50, 60 e 70 representaram um momento de transformação de valores e costumes. Nasci no final da década de 50 e vivi a minha adolescência na década de 70, posso afirmar que a nossa adolescência tinha um tom de mudança muito forte, de rebeldia misturada às novas descobertas, digamos assim.

 

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Era um desnudamento envolto de rebeldia, liberação sexual, drogas, danças sensuais, se assim posso definir, na verdade, queríamos nos libertar de alguma maneira dos hábitos dos nossos pais, dos preconceitos que nos prendiam dentro de um casulo. A ordem era dançar coladinho só para sentir um pouco daquele calorão que nos invadia dos pés a cabeça. Que delicia! Só de pensar em sexo já nos sentíamos extasiados, dominados pela sensação do prazer que ainda não tínhamos experimentado.

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