Neste momento, enquanto as francesas comemoram sua classificação frente a Inglaterra para as semifinais da Copa do Mundo na Alemanha, sou obrigado a reconhecer que hoje em dia, é através delas que podemos apreciar o verdadeiro futebol, aquele moleque, jogado com bola de meia na rua.
No mundo machista em que vivemos, muitos eram (e ainda são) contrários à nova modalidade; que lugar de mulher não é no campo; que o esporte é muito bruto; e outras alegações. Por isso mesmo que as coisas acontecem com muito mais dificuldade para elas.
Com a falta de dinheiro, que parece sobrar do lado dos homens, as meninas são obrigadas a mostrar serviço, se preocupando muito mais com o que importa, e menos se vão jogar no super time A, B ou C.
Hoje, enquanto os cabras sofrem para fazer gols na Copa América argentina, temos a melhor jogadora do mundo, e outras que teriam vaga garantida na seleção do Mano e só não as tem por um fator biológico, já que talento, há de sobra.
Enquanto os cabras se preocupam com seus contratos e cortes de cabelo, as meninas vencem os jogos, o preconceito, a falta de apoio, e qualquer barreira que (ainda) existe.
Que sirva de exemplo!
Vimos nessa semana o surgimento de mais uma rede social, dessa vez da cabeça dos caras de Mountain View, Larry Page e Sergei Brin, chamada, porque não, Google+.

A rede em si não traz nada de novo, a possibilidade de organizarmos nossos contatos em círculos, publicarmos novidades em uma timeline, compartilhar fotos e vídeos… Entretanto, o selo Google de satisfação fez com que toda a comunidade fervesse de vontade, seja para receber um dos convites para o sistema, ou mesmo (no caso das empresas), recriar alguma das inovações do Plus.
Algo que tenho notado nestes últimos dias, é a necessidade constante de comunicação que escolhemos ter. Seja na vontade de procurarmos coisas para ler (ou ver no caso dos vídeos), ou mesmo na carência que ocorre quando não falam conosco.
Quando nosso amigo João Santana afirmou em seu artigo, que a “A Internet acabou com nossas relações sociais”, entendemos que em função dela, acabamos por nos isolar do mundo, coisa e tal. Só que, ao que vejo essa verdade não é tão verdade assim.
É um tal de piririm SMS indo e voltando que não consigo nem acompanhar direito; cutucadas de facebook que deixariam o tatu envergonhado e nós pais fervidos feito caldeira de forno.
Afinal de contas, quantos pais sabem exatamente com quem seus filhos estão conversando? Numa época onde a regra 34 é aplicada com força, o urso Pedobear tem mais ajudantes que Papai Noel em tempo de feriados, e meus cabelos brancos agradecem a preocupação.
Entre outras coisas, falar a verdade e a construção de um elo de confiança podem ser os segredos para que nos aproximemos de nossas crianças e, de certo modo, ensinarmos que há tempo para tudo na vida, e a antecipação dessas fases podem ser traumáticas para todos os envolvidos.
Adolescência é uma fase complicada, mas nem por isso vou abrir mão do meu direito de educação, por mais difícil que isso seja.