Talvez O Idiota ou Pateta mas Inocente


Pode parecer estranho, mas é verdade.

Desde muito tempo eu acho que poderia ter sido uma pessoa melhor, ou até mesmo ter algumas atitudes diferentes, sei lá. Fato é que neste momento que gostaria de arrancar tudo o que está guardado lá no fundo e por para fora, para nunca mais me lembrar. Como se isso fosse possível.

Ontem eu ouvi que virginianos são muito sensíveis… Só que não posso concordar simplesmente, prefiro acreditar que não são simples, soa melhor.

Como se eu pudesse liberar todas as emoções do mundo que estão guardadas aqui; algumas vezes é difícil estar ao lado e não conseguir sentir da mesma forma, ou com a mesma intensidade que outros sentem.

Existem algumas coisas inacabadas, e muito mais conversas que nunca serão ditas, e tudo isso é muito mal.

Afinal de contas “queria poder dizer em palavras o que sinto agora”, só que não tenho mais voz…


Harry Potter e as Relíquas da Morte?


Harry Potter 7

Eu tenho-ô! Você não tem-nhé!

Coisa mais infantil do mundo, mas a gente pode, de vez em quando.

PS: Entrem em contato, e ficarão tão ou mais felizes que eu…


Crônicas de um Sociopata (II)


Continuação do texto das cartas misteriosas que comecei a receber sem motivo aparente. Meus amigos, se soubessem o que sei, nunca mais andariam tranqüilos por aí…

A primeira parte deste relato verdadeiro pode ser encontrada aqui.

“Logo após esse dia, o dia em que realmente nasci para uma nova vida, confesso que pouco ou nada mudou em minha vida. Quer dizer, eu continuo odiando a maior parte das pessoas e suas vidas nojentas, mas não significa que comecei a voar ou algo assim. De fato, acho que passei a ser mais pensativo e calculista, o que até então não tive como ser…

Meu amigo Carlos, eu sei que o nosso futuro está mais amarrado do que nunca, assim como também sei que dará um bom andamento ao que confesso aqui. Não! Sei que neste instante pode estar pensando se algum dia vai me encontrar ou souber quem sou, mas não poderia dormir tranqüilo se tiver este conhecimento. Você dormiria?

Certo dia, há alguns anos, eu estava em um bar lá do centro da cidade pensando justamente no que todas aquelas pessoas lá também estariam pensando. É complicado, parece, mas nem tanto assim.

Porque se eu penso o tempo todo, todas as pessoas também o fazem, então é como se existisse uma nuvem densa de pensamentos em todos os lugares em todos os momentos.

Só sei que mais pro balcão, uma bunda me chamou a atenção (digo, não a minha atenção sexual, mas posso classificar como algo do tipo). Ela estava de luvas, fumava uma cigarrilha em uma ponteira enquanto se deliciava com seu destilado. Algo que não soube de momento o que era.

E ali, em meio a todos os meus pensamentos em relação aos pensamentos das pessoas, só consegui expressar a pior frase do mundo:

– Um centavo pelo que está pensando!

– Então me pague dois, porque estou a sonhar… Foi sua resposta imediata, e me chamou para acompanhá-la na bebida, que pude notar, algum tipo de vodca batizada com aguardente ou coisa assim.

Ela me disse que era casada com um produtor de televisão e por isso o motivo para usar luvas o tempo todo. Trabalhava como dublê de mãos em diversos comerciais e filmes.

Segundo sua história, tudo ia bem até que um dia seu marido se viu possesso de ciúmes pelas suas mãos e passou a proibir que ela trabalhasse, chegando ao ponto dela ficar presa dentro de casa por vários dias.

Enquanto me contava sua vida, duas coisas eu tinha em mente: que eu não tinha vida nenhuma para contar, e que esse cabra já estava na segunda hora extra de sua vida. E esse desejo aumentou ainda mais quando ela me contou que todas as noites quanto chegava em casa, uma bacia com químicos estava preparada para banhar seus dedos.

Como eu nunca pensei nisso antes! Perto desse cara, eu parecia um amador sem qualquer categoria, isso sim.

Só sei que logo me vi em seus braços perdidamente e mais: tão rápido eu arrancava suas roupas, mais ela pedia para eu ser bruto, que sentia prazer na dor sem limites.

E quem disse que eu iria ser carinhoso?

De qualquer forma, foi uma trepada mecânica, pois minha mente só pensava na bacia com químicos, e no que eu poderia fazer com aquilo.

Sem perceber, fomos surpreendidos e sem pensar eu pulei em seu pescoço e, preste bem atenção, a mordidas, fiz um belo estrago.

Oras, não pode existir alguém nesse mundo que fosse melhor do que eu!

Descobri mais tarde, que os vizinhos ouviram o barulho e chamaram a polícia. Claro que nem tive reação, mas só por apenas dois motivos:

1) Aquela filhadaputa desmentiu aos canas o que tinha contado sobre queimar as mãos, só percebi quando ela já estava sem as luvas…

2) Minha mãe estava certa! O sangue arterial ainda quente escorrendo pela minha garganta me deu um prazer que nunca encontrei algo que fosse sequer próximo!

Melhor pra mim, já que passei 4 anos preso com cerca de 5000 trastes e inumanos que, como eu, eram a escória dessa cidade…”