Proibido dar palmada nas crianças


ou “Agora querem intervir no cotidiano da casa”

Pensando nas coisas que acontecem no dia-a-dia de uma família nos deparamos com a recente Lei da Palmada (Projeto de Lei 7672/10) aprovada em Comissão Especial da Câmara em 14 de dezembro do ano passado. Polêmica na certa, essa lei afetará o cotidiano da casa. Fica uma questão: como analisá-la à luz da Sociologia? Pensei logo de cara na Sociologia da Vida Cotidiana, tão difundida pelo filósofo marxista e sociólogo francês Henri Lefebvre (1901-1991). Comentarei, então, essa lei e assim retomarei, nesse desabrochar de 2012, minha contribuição periódica ao site “Vivendocidade”.

palmada

Esse ramo da Sociologia trata da possibilidade de investigação e de analisa o discurso a respeito do cotidiano visto como uma manifestação do real e da realidade da vida. Tal possibilidade é vista por ela de diversos ângulos e as relações de família estão, com certeza, englobadas neles. Nessas relações tem um papel central o poder dos pais em intervir na educação dos filhos pequenos, usando vários métodos, entre eles a palmada. Desde antanho ela é empregada no sentido corretivo, mais contemporaneamente vem perdendo espaço para uma educação mais liberal, que procura privilegiar o diálogo na repreensão dos deslizes da criança. A novidade é que agora o legislador resolveu agir, embalado por uma ação do Poder Executivo. E, mais uma vez, para criar uma lei que, como tantas, não vai ser respeitada e nem adotada na prática. Além do mais surge uma questão importante: como fiscalizar? Pensemos…

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Nós somos a favor


Ana Maria Saad usa o seu bom humor para falar sério sobre a necessidade de esclarecer a sociedade sobre os transtornos de humor, a campanha “Nós Somos a Favor”, e suas motivações para criar o Instituto Pensamentos Filmados.

“Isso é muito legal, cara de Juvenal”


Prioridade de governo


Discordo que devamos discutir com os candidatos a prefeito de São Paulo vários temas sobre as necessidades de São Paulo. Explico: estou cansado de políticos que falam que suas prioridades são a saúde, educação, transporte, emprego, meio ambiente, cidadania, justiça, responsabilidade social, consciência ambiental, etc.

Resumindo: quem tem tudo como prioridade, não tem nada.

Mas a pauta de assuntos ainda não está decidida e queremos focar, se dependesse exclusivamente de mim, em um único assunto, que além de há anos ser deixado de lado pelos governantes, desde anteontem está na crista da onda: a revitalização do centro da cidade.

largo-memoria

Para você que não conhece o centro da cidade (de São Paulo no caso) apenas porque ele é “sujo e fedido”, não vou perder meu tempo discutindo. Eu quero escrever para você, (e)leitor, que gosta do centro da cidade, adora “se perder” pelas galerias da cidade, e descobrir em uma ou outra esquina, um restaurante diferente, uma lanchonete com bons preços e lanche saboroso. Isso sem falar na infinidade e na variedade de lojas dos mais variados artigos.

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