E o Pará não foi repartido


Como todos já sabem, a maioria da população do Pará se mostrou esclarecida e recusou, com sobra, a fragmentação do Pará em três estados. Seriam criados Carajás e Tapajós.

Se você não sabe do que estamos falando, sugiro a leitura dos artigos “Carajás e Tapajós poderão “receber visita” do Vivendocidade” e “A Divisão do Pará” publicados aqui mesmo no site.

O que o paraense entendeu é que a divisão iria criar 3 estados pobres, dependentes da Federação, sem falar no aumento considerável de gastos públicos com a infinidade de cargos que seriam criados. A resposta da população foi clara, direta e definitiva.

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Agora, o que o povo do Pará precisa é pensar muito na hora da eleição, principalmente quando for escolher os senadores. Neste caso, nenhum estado brasileiro é prejudicado em Brasília, visto que cada unidade da federação tem 3 senadores representantes. Cobrem dos seus.

E para aqueles que acham que a votação expressiva pela separação (mais de 90% em cada uma delas), em Marabá e Santarém, cidades que seriam as capitais dos novos estados, significa alguma coisa, eu digo NÃO. Não significa nada. Alias, o significado único, que não requer do leitor nem prática, tampouco habilidade, é que era óbvio que as principais interessadas acreditassem, iludidas por seus políticos, que a fragmentação seria a melhor saída para o descaso e falta de responsabilidade dos próprios políticos. Eles só não admitiam isso.

A fragmentação não é a melhor saída. Nunca será!


Digressões sobre o pensamento marxista


Vez ou outra me perguntam sobre política, onde a teoria marxista ocupa uma posição central. Dúvidas sobre esse assunto são muito comuns. E sempre surgem questionamentos, confusões e mitos. Com o objetivo de esclarecer o leitor sobre essa forma de pensamento refletirei um pouco sobre ela analisando a sua teoria mais geral. Uma coisa é certa: o marxismo nunca perderá a sua atualidade, por mais que se fale mal do socialismo real. Na faculdade pude compreender que este pensamento – dito clássico – surgiu num contexto histórico de uma dupla revolução (Revolução Industrial e Revolução Francesa), sendo a “modernidade” a forma mais geral resultante desta. Assim seguimos contribuindo com o site “Vivendocidade”.

Na concepção marxista de sociedade não há uma separação rígida entre natureza e sociedade e sim uma relação dialética entre ambas. Entre os princípios da dialética, como método de pensar, incluem-se alguns conceitos como: “Nada existe separadamente”; “Tudo está em permanente processo de transformação” e que “O motor da mudança é a luta de contrários”.

O pensamento marxista tem como fontes principais na sua construção a dialética de Hegel, o materialismo de Feuerback, o socialismo utópico desenvolvido na França (Proudhon, Saint-Simon, Fourier) e na Inglaterra (Owen) e a economia política clássica (Adam Smith e David Ricardo) e vulgar (John Stuart Mill, Benthan, Sismon).

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A obra escrita em conjunto por Marx e Engels e intitulada “A Ideologia Alemã” foi um marco no pensamento marxista. Nela são definidas os princípios básicos da dialética materialista e é feita uma crítica a Feuerback, que limitou sua crítica a Hegel (“dialética idealista”) ao aspecto religioso, não a estendendo à economia, política e sociedade, como a concepção inicial desse autor (baseado na concepção do Estado). Dos socialistas utópicos, os marxistas extraem o conceito de luta de classes (“motor” da transformação). Neste livro são elaborados dois outros conceitos-chave na obra marxista. O conceito de trabalho, pensado em termos da economia política, e o conceito de alienação, inspirado em Hegel e Feuerback.

O ponto de partida da análise de classes no marxismo foi a famosa passagem do “Manifesto Comunista” na qual Marx e Engels declaram que “a história de toda a sociedade que existiu até agora é a história da luta de classes”, mais a obra central de Marx é o livro “O Capital”, um tratado acerca da dominação sob o modo de produção capitalista e vários conceitos importantes surgem na sua leitura.

Pensando em termos dos conflitos vê-se que nessa concepção a análise de classes é uma análise da luta de classes, ou seja, é um modo de análise que procede da crença segundo a qual a luta de classes constitui o fato crucial da vida social desde o passado remoto até o presente.

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A Linha Amarela “amarelou”


Talvez o leitor não saiba, mas quando testamos o pedalusp, estávamos também destinados a ir até o centro da cidade, de metrô, utilizando a nova linha, Amarela, administrada pelo consórcio Via 4.

Todos aqueles que conhecem a dificuldade que é chegar ao centro da cidade, por qualquer um de seus corredores: Teodoro Sampaio, Rebouças, 9 de Julho ou Augusta. Atualmente, pelo grau de trânsito da cidade, meio que impossível fazer esse trajeto em menos de 60 minutos. Talvez, em um dia ou outro, 45 minutos seja admissível.

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Pois bem. Meu destino era justamente a estação final (ou inicial) da linha, a Estação da Luz. Do momento de fechamento na estação Butantã até a abertura na estação da Luz foram exatos 12 minutos. Futuramente este tempo irá aumentar, visto ainda existirem algumas estações fantasmas no caminho.

Tudo isso seria perfeito e levaria as idas ao centro da cidade a um patamar jamais imaginado pelo mais velhos moradores do tradicional bairro da região oeste paulistana. Mas nem só de flores vive a linha amarela.

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