Já repararam que nem sempre as palavras acomodação e dependência possuem conotação negativa? Estamos tão habituados a utilizar essas palavras como sinônimo de inércia e inutilidade que esquecemos que elas também podem representar algo muito bom, dependendo daquilo a que se referem. Mas esqueçam disso. Quero falar do lado ruim da acomodação e da dependência, aquele lado que nos faz sentir azia. Às vezes, não importa o que se faça para mobilizar as pessoas a fazerem alguma coisa diferente do usual e que produza bons frutos a todos. As pessoas se conformam com dada situação a ponto de não esperarem mais nada com relação a mobilização. Às vezes até esperam por uma mudança, contanto que alguém de fora venha mudá-la. Ou seja, acomodação e dependência sempre passeando no parque de mãozinhas dadas.

Um exemplo da ação dessa dupla é na vida da maioria das fêmeas humanas que me rodeiam: acomodadas, na maior parte do tempo, e dependentes da figura masculina até mesmo para usufruírem de algum lazer. Sinceramente, acho que a culpa não é só delas. A culpa é também de toda uma sociedade e de toda uma gama de idéias que injetam em nossas mentes para nos moldar à imagem da Barbie Bailarina. Sei que existe uma carga genética também. Mas o ser humano é perfeitamente capaz de compensar as coisas de acordo com sua necessidade ou a dos outros, independente do que a sua carga genética diga. Não fazem isso as branquelas que estão sempre com uma cor dourada na pele? Ou as de cabelo afro que dão um jeito de aparecer com madeixas lisinhas? Logo, porque não compensar a acomodação e a dependência típicas do ser feminino com alguma atitude menos mulherzinha e bocó?
Bom, depois do puxão de orelhas do editor mentira!… Acredito que a ausência às vezes nos faz bem. Brincadeira!… rsrs
Como é sabido sou pesquisadora do pentecostalismo brasileiro, inclusive suando muito para dar conta dos capítulos finais da tese.
Vamos falar hoje da questão da Modernidade nas igrejas pentecostais consideradas históricas.
O Pentecostalismo clássico ou o de missão, como também é chamado, que o Brasil passou a conviver a partir do ano de 1910 – com a chegada da primeira igreja pentecostal e, logo em seguida (1911) com a segunda igreja – centrava-se no ascetismo e nos dogmas. Seus adeptos entendiam que quando mais afastados dos prazeres do mundo, mais perto estavam da salvação e essa salvação, era para ser vivida no “paraíso celeste” e não neste mundo.
Uma coisa meio complicada de se entender nos dias de hoje, com as contribuições das tecnologias e do progresso incessante, da cultura de massa, sociedade de consumo, e, etc., mas era exatamente assim que viviam os primeiros pentecostais em solo brasileiro. Repetiam os discursos para a ética moral, santidade, recolhimento e salvação, em resumo.

Além desses atributos, acreditavam ainda que a salvação era coletiva, a pobreza material e sofrimento eram grandes atributos para se conseguir a salvação eterna. Na verdade, se for pensar por esse viés, acredita-se que tinha mais salvos do que se imaginava (apesar da nossa presidente ter a missão de erradicar a pobreza).
Preciso começar esse artigo pedindo desculpas aos maranhenses, pois não dá para pensar no Maranhão sem pensar em um nome de peso, e que tenho certeza pesa muito nas costas do cidadão comum deste Estado.
Sim, estamos falando da família Sarney. E tudo ou qualquer coisa boa que o Estado possa ter, fica encoberto por esse fantasma que parece vai atanazar a vida do Estado por muitas gerações.
E para não perder o ritmo, vamos falar do que o Maranhão tem de pior. O Estado pode ser chamado de o Vasco da Gama da Federação, e os motivos são os piores possíveis. É o vice campeão do PIB per capita mais baixo do País, atrás do Piauí. É o vice campeão em mortalidade infantil, com assustadores 39,2 por mil nascidos vivos, só perdendo para Alagoas, do Collor de Melo e Teotônio Vilela. Mas não fiquem triste, porque enfim o Maranhão conseguiu seu título. É campeão em IDH: o pior entre os 26 estados e Distrito Federal. E as notícias não param por aqui: não conservam seus prédios históricos – quase 40% dos casarões correm risco de desabamento -, pouco mais da metade dos domicílios possuem acesso à água e à rede de esgoto. Enfim, vamos parar por aqui senão os maranhenses vão nos detestar de hoje até o fim do mundo.