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Assistindo a um episódio de minha série de TV predileta, vi a dedicação de um funcionário público que investigava, a pedido de uma amiga, se o avô dela teria ou não sido um espião.
No episódio em questão, o tal funcionário tenta com que esse cara receba o perdão “oficial” do Estado e acaba descobrindo que de fato ele foi um espião no passado. Que teria passado informações estratégicas ao “inimigo”.
Quando questionado, esse funcionário público se mostra visivelmente abalado, e sua intenção é falar de sua descoberta para todo mundo, que o avô de sua amiga era mesmo um espião, que não merecia nosso respeito, etc.
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A espionagem teria acontecido nos anos 1950 e sua colega, durante o bate papo, tenta jogar a ideia de que são somente papeis e que isso tinha acontecido há muito tempo. Foi então que ele solta a frase que foi objeto desse devaneio:
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Completa dizendo que não se trata apenas de uma traição àqueles que estavam vivos, mas também aos que lutaram e morreram por esse ideal.
Será que o sentimento demonstrado nessa cena é de fácil entendimento para nós, brasileiros?
Semana que vem vamos discutir esse patriotismo genuíno, e o que leva as pessoas a defenderem com unhas e dentes conceitos abstratos de “liberdade” e “democracia” e similares
Não perca!
Dia de muitos aniversários, 50 anos da independência de Senegal, Estônia se tornava independente há 19 anos, final da guerra entre Irã e Iraque (22 anos) e o mais impressionante: o primeiro ser humano a conseguir chegar no topo do monte Everest, Reinhold Messner, em 1980.
Deve ser por isso que quem faz aniversário hoje é tão impressionante…
Viu algo interessante por aí ou quer ficar conhecido no seu prédio AND padaria? Então mande seu link com uma descrição para vivendocidade arroba gmail.com
As melhores sugestões serão postadas às sextas.
Agora vamos aos links da 33ª semana de 2010:
“Sakura, delicada beleza rosa no Japão” [fotografia]
“Is Consumerism Killing Our Creativity?” [artigo]
“Borboleta levantando voo em super slow motion” [vídeo]
“Como cuidar do seu pet no inverno?” [artigo]
“Disse o sábio…” [motivacional]
“Dona Marta e a favelização das mídias sociais” [opinião]
“As campanhas políticas são todas erradas” [opinião]
“Mande uma carta e faça alguém feliz” [retrô]
“Gênios fracassados: por que pessoas talentosas não conseguem ter sucesso?” [administração]
“Olhe o que sua mulher vai fazer com você, assim que casar!” [profeta]
Deixando um pouco os assuntos políticos num canto, estava agora a pouco conversando e surgiu o papo sobre relacionamentos coisa e tal.
De certa forma, já até falei sobre esse assunto antes, mas o amor está morrendo.
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Não apenas aquele amor sexual, mas também suas outras formas de expressão. As cidades modernas, ou melhor, o modo de vida que se leva nesses lugares faz com que as pessoas se fechem em si mesmas, não se importando de a pessoa do lado está bem, ou se gostaria de um bom dia, ao se encontrarem aleatoriamente na rua.
Muito se diz que as pessoas passam horas conectadas, se relacionando de maneira virtual, conversando com gente de todo o canto, vendo filmes juntos etc., mas tudo isso não tem importância nenhuma se a pessoa não souber desligar-se da tomada.
Uma questão que pode ser levantada sobre esse, porque não, fenômeno, são os problemas clássicos de comunicação.
O excesso de informação na qual somos bombardeados todos os instantes nos faz pessoas, de um lado preguiçosas, pois tudo o que nos é relevante, está na ponta do dedo, à distância de um clique do mouse, e também nos torna exigentes, quando a experiência de qualquer evento não seja intensa.
Com isso, é de se aceitar que ficar sentado horas ouvindo um professor falar não chama mais atenção, ou que a menina que conversa no chat, e que não mostra os peitos na webcam, está fora do seu círculo social.
Nossa amiga Silvia, que já nos ajudou a falar de Alagoas na nossa série “Viagem pelos Estados“, eu, e muita gente, para suprir essa “carência relacional”, acabou desenvolvendo uma característica única, de recriar seu dia a dia no mundo das ideias.
Nesse lugar, as coisas nem sempre são perfeitas, e temos que batalhar pelo pão nosso de cada dia do mesmo jeito. A diferença é que os finais (felizes) estão ao nosso alcance.