Agora que provavelmente você perdeu o rumo, vamos debater alguns pontos que levam a essa afirmação.
Os movimentos de mudança social que vimos ao longo dos séculos – a Revolução Francesa e a Revolução Industrial
, no séc. XVIII e as Revoluções de 1848 em especial ajudaram a estabelecer o pensamento de que os operários das fábricas eram, antes de tudo, diferentes dos camponeses, ou com necessidades diferentes, criadas a partir do estabelecimento da riqueza como objetivo primário na vida das pessoas.
Claro que se pensarmos um pouco, há de se supor que algumas pessoas acabaram se destacando em suas riquezas, não precisando mais trabalhar e empregando trabalhadores e coisa do tipo.
O que a gente aprende na escola, em linhas gerais, é que esses demônios donos de fábricas obrigavam os coitadinhos com chicote nas costas por jornadas de trabalho (em torno de 80 horas por semana em 1780, e isso não é mentira) e alguns grupos formaram a Associação Internacional dos Trabalhadores ou Primeira Internacional.
Fazendo um milhão de recortes, a gente chega a Karl Marx, e em seus estudos, que ao denunciarem essa realidade hostil em que se tornou o trabalho na Europa da virada do século, é extremamente pontual e acertado em suas afirmações.
Entretanto, ao propor o futuro, erra feio.
Simplesmente pelo fato de que pressupõe que qualquer um é capaz de realizar qualquer atividade, até mesmo a descoberta de remédios, tecnologia em geral e afins.
Em sua obra, Marx nega a ideia de que somente uma parte das pessoas é genial, e os exemplos de governos baseados em sua visão, das duas uma: ou morreram de dentro para fora, ou foram mortos pela ação natural do tempo.
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(é nessa hora que o aluno do primeiro semestre do curso de sociologia da USP samba na cadeira)
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Nossa experiência histórica mostra que toda essa igualdade social (trabalhadores derrubando os patrões, abolição da propriedade privada, sociedade sem classes, sem Estado, e pós-monetária, etc.) é na verdade – se podemos chamar assim – um benefício de parte desse grupo, geralmente aquele que se mantém no poder.
Simplificando, o fulano acorda de manhã, lê seu jornal enquanto toma seu café com torradas, depois entra em seu carro e segue para sua rotina diária.
Quando se eliminam as classes, e todos se tornam patrões, o empregado não tem mais a obrigação de imprimir seu jornal, o agricultor de plantar seus grãos… e posso dizer também que veículos poluem a natureza e você tem que andar a pé a partir de hoje, etc. Fato é que a produção que não é voltada ao consumo próprio se abala.
Mas não acaba aí, porque os trabalhadores que morreram em prol da causa devem ser honrados e aqueles que chegaram lá, estão agora por cima da carne podre, querem o mesmo jornal diário, o pãozinho com café, massagem… Criando uma nova ordem soviético-mundial, a dos corruptos.
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(essa é uma realidade que todo jovem anarquista só vai ver depois de alguns anos, quando se curar disso tudo)
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É por isso que o programa de governo original da candidata do PT, que me recuso a citar o nome, contém a expressão “controle social de mídia”.
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Garoto, muito bom o post!!!!! Parabéns.
Abs
Marina