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Rio de Janeiro: O estado do chororô

Barril de Petróleo

No Rio de Janeiro há um chororô muito famoso e conhecido por todos os Estados da Federação, que é o do Botafogo, cansado de perder títulos para o Flamengo.

Mas o chororô botafoguense acaba atingindo a tudo e a todos e o da vez foi o vascaino governador carioca, Sérgio Cabral. O motivo de seu choro é a já bem conhecida “Emenda Ibsen”, que altera a distribuição dos royalties do petróleo, em especial da camada pré-sal.

Atualmente os estados que mais produzem petróleo – Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo – levam a maior parte dos valores, depois da União obviamente. Mas pela proposta do deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), a divisão seria igualitária. Não é preciso dizer que isso irritou bastante os cariocas, e levou o governador Cabral, literalmente, às lágrimas.

Eu nem diria que eles estão chorando, eles estão mesmo é desesperados. Precisa saber quão genuíno é esse desespero.

Rio de Janeiro e São Paulo foram beneficiados por anos a fio em detrimentos dos demais estados. E agora não querem devolver o que “tiraram” dos outros estados? Os argumentos de Ibsen Pinheiro são bons e fazem a gente pensar. Até mesmo eu, que sempre fui contra repartir o bolo igualmente, fiquei sensibilidade com a questão. E para eu ficar sensibilizado, é porque o argumento é muito bom, mesmo sendo do Ibsen Pinheiro (eu tenho memória eleitoral!)

Pinheiro é macaco velho e tenho certeza que dentro desse angú tem caroço. Se a emenda passar no Senado, o presidente ainda poderá vetá-la. Mas fará isso em ano eleitoral? Justo ele que tenta eleger a aberração chamada Dilma Roussef? Se o fizer, vejo suas míseras chances virar fumaça.

Outro detalhe é que o RJ está brigando por um dinheiro que ainda nem existe. É como discutir a herança com o patriarca sentado na cabeceira da mesa.

E esse papo furado de que não tem olimpíada por conta da mudança da distribuição do dinheiro não cola. Isso é chantagem praticada pelo Cabral e por um “tal” de Nuzman. Quem vai extirpar esses cânceres de nossa vida política e esportiva?

Mas pelo que pude perceber, a batalha entre os estados está só começando. Continue acompanhando-nos, pois daremos total atenção ao assunto e faremos, ou tentaremos, deixar o leitor bem informado para poder opinar nas rodas de happy hour.

Alexandre Carvalho, 34 anos, Biólogo em formação, crítico e jornalista amador, é editor do Cotidiano Nacional e escreve às sextas-feiras para o Vivendocidade.

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Alexandre Carvalho

Quase um carioca, 34 anos. Biólogo, crítico e jornalista amador, é editor do Cotidiano Nacional e escreve às sextas-feiras (ou em qualquer dia que o editor mandar) para o Vivendocidade.

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