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Não importa o que digam, casos como o da UNESP deveriam ser tratados como crime. Ponto final.
Hoje em dia, isso tem um nome, bully, e como tal, só faz sentido para a pessoa ou grupo que o pratica. E mesmo que o agredido não se sinta ofendido, que ache bonitinho ter um apelido, faça parte de um grupo, na prática ele está se sujeitando à vontade de outra pessoa.
Essa subjetividade de caracterização, somado aos princípios gerais que principalmente os pais (ainda) passam para seus filhos ajuda a entenderem como “brincadeira inocente sem sentido” o ato de simular um rodeio, agarrando e tentando ficar o maior tempo possível sobre as garotas, esterotipadamente, consideradas obesas.
Afinal, os mais velhos como eu, meus pais e afins sempre ouviram dentro de casa que o correto é “não levar desaforo pra casa” e mesmo o clássico “apanhou na rua, apanha aqui de novo”.
Esse traço comportamental somado à cultura do anarquismo que nos é jogada pelas mídias de massa, políticas de faz de conta, o excesso de telecomunicações e a própria burrice natural do cidadão fazem uma sopa da qual não tenho vontade de experimentar.
Como dizem, a única coisa que a inteligência artificial não poderá superar é a imbecilidade natural.
Claro que na sociedade de espetáculo em que vivemos, onde um em cada três adolescentes entre 11 e 12 anos (fora outras idades AND pessoas em geral que não fizeram denúncias) nos joga na cara o Estatuto da Criança e do Adolescente, que de certa forma tendem a ficarem em cena até o próximo show, o rodeio das gordas não é nada.
No caso de Araraquara, só vão apurar porque passou dos limites.
Quais limites?
Leia também a opinião da Maira Moraes, do Papo de Gordo, sobre o assunto.
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O grande problema , é que hoje as pessoas não tem e nem sabe o que significa ter principios.Tudo é normal, todas as violências são “brincadeiras”,e todos os motivos para essas brincadeiras são justos.As pessoas perderam o limite e perderam o respeito pelo próximo, que é visto como alvo, e não como pessoa.Seu texto foi preciso, nem preciso me prolongar mais.
Corações corrompidos, isso sim.