Sejam bem vindos…
…à terra do faça-se o que quiser
Os recentes episódios de violência no Rio de Janeiro, entre traficantes de grupos rivais, e a polícia mostra como a falta de políticas públicas de inclusão
sociais ou aplicadas nos interesses distantes das necessidades das pessoas fazem com que faltem oportunidades básicas, como educação
e trabalho
.
Quem sofre com essa guerra somos nós, que nos escondemos cada vez mais em nossas casas, como se acuados em pânico, a violência ficasse distante de nossa realidade.
Acontece que é justamente no aconchego do lar que essa gênese pode ser evitada, com a participação dos pais na educação dos filhos, com diálogo, com exemplos e atitudes. Afinal de contas, quantas vezes ouvimos que “os frutos não costumam cair longe da árvore”?
A geração economicamente ativa a qual eu também faço parte, os jovens adultos de 25-35 anos, no Brasil, viu de perto nossas mães saindo para o trabalho, muitas vezes nos deixando para sermos educados por nossos parentes, vizinhos ou mesmo pela televisão
e, com isso, é bem sabido que tivemos na maioria das vezes uma permissividade maior, ou mesmo relativo abandono das atenções básicas. Como se impor limites com o tempo se tornou item traumatizador de nossas crianças.
Pensem comigo, num exercício simples de lógica: se a criança que viveu/esteve neste contexto se torna adulta e por vários motivos que não cabem dizer, se torna pai ou mãe, o que esta pessoa pode oferecer como base, se ele mesmo não teve/conhece isso?
O mundo moderno viu o centro da família ser modificado, aceitando vários conceitos de família diferentes, até aquele que chamo de não-família, que nada mais é do que o professor ser obrigado a não apenas dar as bases acadêmicas, mas também sociais comportamentais. Até mesmo às babás é dada essa tarefa.
Não sei vocês, mas esse dislumbre todo pela quebra desses paradigmas é deveras tortuoso.
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