Ser motorista


Se falarmos apenas de trânsito, como item participador do cotidiano de qualquer cidade de porte médio à exagerado, cometeríamos um grande deslize, pois deixaríamos de lado um dos principais agentes causadores dessa situação, que são os motoristas.

Aliás, sem um motorista, não existiria sequer trânsito.

Veja esse desenho:

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Acredita que ele foi feito antes da metade do século passado?

Por isso vamos tentar levantar algumas situações e exemplos de motoristas ruins e talvez como fazer para melhorar isso.

O Código Nacional de Trânsito (Lei n.º 9.503 de 23-set-1997) prevê, em linhas gerais que o motorista deve reduzir a velocidade sempre que necessário, indicar sua intenção de mudança de faixa, dar preferência nos cruzamentos, manter uma distância segura, respeitar o pedestre, além de outros detalhes. Em resumo, a lei indica uma direção defensiva, efetiva e atenciosa.

Outro ponto importante que se nota na lei (e no bom senso), é a aplicação da mesma a todos aqueles que circulam nas ruas, e não apenas aos condutores de veículos.

Dicas de direção defensiva e atenciosa

Imagine como deve ser bom jogar aquele MMORPG usando todos os recursos gráficos e sonoros que ele oferece. Bom não é?

Agora imagine que seu computador não tem uma placa de vídeo/som decente. Péssimo! Neste caso, a solução é investir em um equipamento compatível com o que se espera.

Da mesma forma um veículo deve ser revisado e estar em constante manutenção. Nossa saúde e a nossa vida agradecem.

Outro ponto importante é você saber o quão saudável está (mental ou físico) para poder conduzir. Sempre é bom relembrar que qualquer bebida afeta nossa capacidade, qualquer uma em qualquer dose.

Indique sua intenção de trocar de faixa, além de evitar ficar na esquerda o tempo todo. Devido às inovações no setor de logística, aumento das necessidades e modo de vida urbana, quase sempre vai existir uma moto ou bicicleta ao seu lado, bem no ponto onde seu retrovisor não mostra – o famoso ponto cego.

Esse equipamento que fica no volante, essas lâmpadas que ficam piscando, servem para isso.

Aliás, no caso das motos, seus condutores precisam se lembrar de que aquele espaço entre os veículos não é uma área exclusiva, muito menos que devem circular por ela na maior velocidade possível.

Sendo esta a maior incidência de acidentes de trânsito, mais até que acidentes com pedestres.

Paradoxo da preferência de passagem, as três regras

1ª lei: O veículo que vier em uma via de maior velocidade terá passagem sobre o que vier em via de menor fluxo;

2ª lei: O veículo que estiver circulando por uma rotatória;

3ª lei: O veículo que vier pela direita do condutor, nos demais casos.

O macete para decorar isso é se lembrar de que você deve dar passagem se o outro vier mais rápido, estiver rodando ou se vier do lado contrário do volante. Fácil, não é?

Direção Efetiva

Separamos este item, pois se trata unicamente da inteligência do condutor nas diversas situações do dia a dia, e o que deve ser feito em cada uma delas.

Portanto não estacione em lugares proibidos ou force ultrapassem, espere o pedestre atravessar a rua, mantenha uma velocidade constante de acordo com o indicado em cada via (nunca acima, e no máximo 10% a 12% abaixo – dica: subtraia 10 do valor da placa e esta vai ser a sua velocidade mínima).

Eventos de comoção geral ou exposições são um caso a parte. Então caso tenha um acidente e não está envolvido, não é médico que pode ajudar no socorro, nem nada relacionado àquela situação, não seja curioso, e saia logo dali, dando passagem e circulação ao socorro e aos outros carros.

Multiplique o tempo gasto por cara um que quiser ver o acidente, ou fotografar a decoração do feriado, e o resultado será aquele congestionamento que São Paulo teve na época de Natal:

- Para ver a Árvore do Parque do Ibirapuera, com mais de três quilômetros na Av. Vinte e Três de Maio;

- Outro com mais de um quilômetro na Avenida Paulista para ver o Banco Real.

Todo motorista é um pedestre quando sai do carro. Pense nisso.

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