Continuando o meme da culpabilidade dos scans no mercado de quadrinhos…
Quem me conhece sabe que 90% dos quadrinhos que leio, vêem diretamente das fontes da internet, tanto que no passado, na época de ouro, como o Eudes do Rapadura Açucarada gosta de frisar, participei ativamente com o Kakô, Freedon, Obi-Wan, Yoda e alguns outros na criação do fórum GibiHQ, e sobsequentemente, do grupo de scanners e tradutores Os Impossíveis, que mais tarde viria a se unir com o grupo ComicsBR, do Raziel, Thiagaum…
Já traduzi muito, sempre de graça, buscando o aprendizado no idioma, cultura pop/nerd, e por muitos outros motivos. Também foi pelo scan de quadrinhos, que conheci a Darlene, o que por si só já justificaria metade da minha vida.
Já naquela época, a Panini no Brasil tentou (e ainda tenta) fechar essa janela, claro que sem grande sucesso, uma vez que os próprios donos das estórias, os caras lá da DC Comics e da Marvel Comics americana já disseram que o scan não influencia diretamente no mercado. E olha que lá são cerca de 60 publicações numa pancada só!
Nesse universo todo, pela primeira vez vi um editor com um olhar mais apurado sobre o assunto, na qual faço questão de citar, que é o Artur Tavares, da HQManiacs, e editor da Walking Dead:
Será o scan o maior vilão dos quadrinhos?
O scan de histórias em quadrinhos é uma realidade. Não há quem possa negar. Alguns leitores não gostam, reclamam da leitura no monitor do computador. Outros já não se importam. (leia mais)
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Pô! Precisava lembrar, né? Época boa, quadrinhos aos milhares! Nossa!
Mas, falando sobre o que você escreveu, não acho não que o scan torna-se o vilão dos quadrinhos. Como a música, é mais um meio de fazer com que as pessoas saibam mais sobre as edições. Eu, por exemplo, prefiro o impresso. Acho que há muitos por aí que também curtem e não é um arquivo disponível na rede que vai fazer com que as pessoas deixem de consumir as edições impressas. Também, um dia falaram até que os livros extinguiriam-se. E aí? As editoras continuam com suas produções, as livrarias lotadas de gente, entre outros lugares. Eu não acredito que o download descarte o produto material. Tomara que eu esteja certa, para a minha felicidade… Rs! Agora que dei minha opinião, vou ver o que há lá no sedentário…
beijo.
Pois é, concordei.