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O Brasil tem que deixar de ser emergente


 
 

Nossa história positivista e republicana ensina que fomos achados por acaso e desde sempre servimos apenas para fornecimento de itens de primeira categoria (viés egotástico) para o povo d’além-mar, entendido aqui que povo mesmo eram os nobres, a igreja, e os militares.

A ralé que sobrava só servia para dar a nossa contrapartida, fornecendo prostituta e bandido, sob a qual crescemos e fomos colonizados.

 

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De maneira semelhante, isso aconteceu em quase toda a américa espanhola, contribuindo portanto, conforme a cartilha escolar, ao sentimento de que sempre nos falta alguma coisa e que até hoje, impede de participarmos do imenso tabuleiro de WAR[bb] das decisões entre os terranos (viés trekker).

Mas será que essa é a postura ideal para aproximadamente 600 milhões de pessoas? Ou melhor, nos questionamos se essa quantidade de gente (o terceiro maior, se fôssemos um país) ainda pode ser considerada emergente?

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A história me absolverá


Há alguns anos no Brasil, ou você era a favor do governo, ou você era de esquerda. Existia uma definição muito clara do que de fato significava estar em um desses lados, que acabou se perdendo no tempo, por mais que muita gente teima em seguir essa cartilha.

Para entendermos esse conceito (ou a perda dele), é preciso ter em mente a defesa que a historiografia faz dos pensamentos revolucionários, separando aquilo que é teórico, e daquilo que é histórico.

Em outras palavras, no papel é tudo lindo e maravilhoso. E de fato é mesmo.

O que ocorre em termos práticos é que aquele grupo que dá o golpe de estado prende e isola seus carrascos, e coisas do tipo, acaba impondo sua vontade além de alimentar suas necessidades imediatas.

Com o tempo, sabemos que essas necessidades nunca acabam, pelo contrário.

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