Não amigos, não vamos falar de eleições ou de candidatos de novo, entretanto quero propor uma análise do discurso daqueles nanicos, desconhecidos ou mesmo de partidos obscuros.
De certa forma, mesmo decorando seus bordões (óleo de peroba sei lá onde, contra burguês blábláblá), eles não possuem nem 1% das intenções dos eleitores, nem somando todos num só. Então é ilógico que tentem concorrer à algum cargo eletivo no governo, certo?
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Nossa democracia permite que pessoas com pensamentos semelhantes se organizem em agremiações, sendo considerados oficiais aqueles com representação no legislativo ou mesmo com o mínimo de assinaturas dos seus eleitores. Leia mais…
Esses dias fui comparado com o Dan, personagem de Closer (interpretado pelo ator inglês Jude Law).
A princípio nem dei muito importância à esse fato, uma vez que assisti esse filme há algum tempo (mesmo considerando-o um dos melhores já feitos).
Para quem não se lembra, Dan Woolf é aquele “escritor fracassado que ganha a vida escrevendo obituários para um jornal”.
Bom, aí que a coisa muda, não é mesmo?
Primeiro que não me considero um escritor. Esses são aqueles que vivem disso e são reconhecidos como tal, independentemente se produzem uma literatura boa ou não. (toma essa Paulo Coelho!)
Não é o meu caso, que diga-se estou ótimo na profissão que escolhi.
Outra coisa que não sou é fracassado. Mesmo que algumas pessoas chatas do passado, mesmo se passando por outros, vez ou outra me enviem comentários singelos do tipo:
“Meu, quem vc pensa que é, um crítico?
Vc não passa de um pobre coitado sem ninguém que mora no JB.Se enxerga!”
Esse, assim como os anteriores, se você autor(a) não sabe, primeiro que é uma mula, segundo eu tenho como saber até o número de série do micro que você utilizou.
Mas voltando ao filme/personagem…
Li em algum lugar que ele “busca a cada esquina um amor para toda vida, e mesmo que encontre, nunca deixa de procurar”.
É o que vemos no filme, pois cerca de um ano depois de se conhecerem (Alice [Natalie Portman] e Dan), publica um livro baseado na vida desta, com um relativo sucesso diga-se. Logo em seguida conhece a fotógrafa Anna (Julia Roberts) com quem acaba tendo um affair que se transformaria em caso somente após outro ano, na exibição das fotos de Anna.
O que aconteceu? Simplesmente, o amor para toda vida dele deixou de ser uma para ser a outra. Quase como se sua busca incessante, o seu desejo máximo, fosse simplesmente ele mesmo.
Vejam como é o último diálogo deles no filme:
- Aonde vai?
- Cigarros.
- Mas está tudo fechado.
- Vou ao terminal.
- Quando eu voltar, por favor, fale a verdade.
- Por quê?
- Porque estou viciado nela.
- Porque sem ela somos animais… Confie em mim.
- Não te amo mais.
- Desde quando?
- Agora.
- Eu não quero mentir… Não posso contar a verdade, então, está tudo acabado.
- Não importa. Eu te amo. Nada importa.
- Tarde demais. Eu não te amo mais…
…Adeus.
Complicado, não?
Definitivamente, tudo o que não preciso neste momento, é que me analisem…