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Amo minha cidade

Mesmo com problemas, políticos saídos dos livros de Don Quixote, trânsito…

Mesmo com tudo isso esta é a melhor cidade do mundo. Terra da garoa, que nunca dorme. O motor do Brasil.

São Paulo de Piratininga, são muitos os motivos que lhe fazem uma velha vadia!

Mas de muitos corações.

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Aniversário de São Paulo: pouco ou nada para comemorar

Aniversário de São Paulo: pouco ou nada para comemorarSão Paulo completa 456 anos no dia 25 de janeiro. Infelizmente, há muito pouco o que comemorar.

A cidade não tem mais para onde crescer, mas continua recebendo pessoas de todas as partes do Brasil e do mundo.

E não adianta vir políticos de quinta catergoria colocar a culpa ou na chuva ou na ocupação desordenada. Em outros lugares acontecem coisas piores e a cidade consegue suportar. Em outros ligares existem políticas públicas que minimizam os problemas das classes menos favorecidas.

Aniversário de São Paulo: pouco ou nada para comemorarMas São Paulo não suporta algumas horas de chuva. Extremamente impermeável, a água não tem por onde escoar. O que fazemos então? Mais pistas na marginal, aumentando ainda mais o estrangulamento do rio Tietê.

É bem verdade que a cidade tem tudo que você precisa, desde as mais sofisticadas às mais simples, mas do que adianta? Não temos tempo para aproveitar todas essas coisas.

Em uma recente pesquisa divulgada pela imprensa, 53% gostariam de mudar de São Paulo. Antes de tomar conhecimento destes dados, eu fazia parte deste montante, mas sabendo que são números consideráveis, peço licença e vou ficar nos 47% restantes. São Paulo vai ficar ótima sem vocês.

Enquanto escrevo este post, um temporal está chegando à São Paulo, e não temos nada a fazer a não ser esperar chover e contabilizar os prejuízos depois. Só espero que vidas sejam poupadas desta vez.

Mas uma coisa eu tenho que parabenizar São Paulo. Pararam de fazer aquele bolo nojento que comprimento igual à idade. O deste ano seria de 456 m. Quem pode suportar aquela cena de pessoas com baldes avançando sobre o bolo? Espero sinceramente que parte dos 53% estejam incluídos essas pessoas.

Alexandre Carvalho, 34 anos, Biólogo em formação, crítico e jornalista amador, é editor do Cotidiano Nacional e escreve às sextas-feiras para o Vivendocidade e hoje, excepcionalmente, em virtude do aniversário da cidade de São Paulo.

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Aconteceu Comigo

Nunca passei por aqui, mas hj resolvi deixar algumas palavrinhas nesta casa!

Queria mto mto agradecer meus 28 anos, que foram completados com mta alegria por mim!

Tb vou deixar uma letra de uma música dos Los Hermanos, que me faz arrepiar todas as vezes que escuto, acho profunda e ao mesmo tempo simples… Nem sempre perdemos alguém para sempre…podemos perder alguém por um minuto, um dia….

“Quem Sabe”

Quem sabe o que é ter e perder alguém?
Quem sabe o que é ter e perder alguém?
Quem sabe o que é ter e perder alguém?

Sente a dor que eu senti
Quem sabe o que é ver quem se quer partir
E não ter pra onde ir

Faz tanta falta o teu amor…
Te esperar…
Não sei viver
Sem te ter não dá mais pra ser…
Assim

Quem sabe o que é ter sem querer pra si?
Não quer ver outro em mim
Não fala do que eu deveria ser
Pra ser alguém mais feliz

Faz tanta falta o teu amor te esperar
Não sei viver sem te ter não dá mais pra ser assim

Por Alessandra

Quando eu era pequeno

Eu

“Eu”, em grafite 4B sobre sulfite, por Darlene de Carvalho

Quando eu era pequeno, o primeiro contato com livros que tive foi através do Pequeno Príncipe, talvez o melhor livro que já li em toda a minha vida, mas com aquela idade nem imaginava o que era o teor de uma amizade, ou sequer era capaz de compreender um sentimento tão abstrato com este.

Acho que posso dizer que depois de todos esses anos, alguns dos livros que li me ajudaram a ser o que sou, se tal pretensão existir, mas algumas vezes ainda me vejo pequeno e cheio de medos, debaixo da cama, fugindo de algum fantasma que teima em aparecer de vez em quando.

Lembro do meu pai contando estórias de dormir, onde o lobo mau sempre repetia: “E vou continuar a tentar pegar esses porquinhos amanhã, porque está muito tarde e estou com muito sono…” Isso era incrível.

Vieram os livros didáticos, e junto com eles o desafio de sobressair em uma turma onde todos talvez fossem iguais, mas que no fundo eram muito diferentes. Dessa época eu gosto de lembrar dos meus primeiros amores, todos impossíveis e inalcançáveis, e dessa maneira, vi que a vida não é leve, muito menos fácil, como algumas vezes teimam em nos dizer.

Por favor, se você é uma moça no início da juventude, da fase das descobertas, nunca diga para aquele seu melhor amigo – que te é apaixonado, diga-se – que prefere gostar dele somente como companhia. Muitas vezes na minha vida ouvi essa frase, e posso dizer que ainda hoje todas elas me assustam a noite.

Uma vez eu li que o homem completo é aquele que tem alguém só para si, que pode ser levantado se cair, alguém para conversar e serem amigos. Sinto algumas vezes que tive alguma parte de mim roubada, e mesmo que eu procure alguma cicatriz, talvez demore muito para achar…

Correr com lobos? Acho que fugi deles por muito tempo e por isso nunca fui capaz de ver que eram realmente mansos.

As pessoas costumam dizer que suas vidas formam verdadeiros livros, e eu já fui uma delas. Tentei dar histórias de aventura, caça ao tesouro pirata, guerras espaciais, fantasias que fazem parte de nós. Mas hoje, olhando pra trás, o que criei não foi um livro.

Um embaralhado de palavras e histórias, sensações e vivências não pode ser somente um livro.

Talvez por isso que tenho me atrevido a deixar de olhar só para trás e tentar outras direções, muitas delas surpreendentes.

Percebi que as páginas da frente estão todas brancas, caneta em punho, esperando por mim…

A Uma Sonhadora

Pegadas

Em algum lugar sou como um punhado de areia
Que algumas vezes é levado pelo vento.
Sem nunca ter onde chegar, o destino que permeia…
Desejos e mudanças, sorrisos sem nenhum arrebatamento.

Posso separar-me em pequenos grãos
Mas não é dessa forma que tu sorris.
Neste dia quero juntar minhas mãos,
Pois sou forte, determinada, uma rosa feita de giz.

Me leve com você para um bom lugar,
Que seja bem tranquilo e pacato.
Mas não se esqueça de levar também o meu gato.

Sem ele eu não vivo.
Sem ele eu não quero ir.
Pois sem ele é como se o castelo fosse ruir.