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De bolachas a coca colas, somos tudo da mesma espécie


Hoje mais cedo, meu amigo e muso inspirador Alessandro Martins postou um texto intitulado “Geração Bolacha Receada“, onde são feitas, como numa receita de doce, comparações acerca do pessoal que nasceu nos fins dos anos de 1970.

 
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É claro que você precisa parar sua leitura por aqui, visitar o Livros e Afins e ler seu artigo, para depois voltar.

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Café e internet e não precisamos de mais nada


Interessante como cada geração cria a sua própria cultura. Na verdade, penso se faz um arranjo cultural entre as gerações passadas e as atuais, ensinamentos que passaram pelos pais, avós, tios e por aí se vai.

As décadas de 50, 60 e 70 representaram um momento de transformação de valores e costumes. Nasci no final da década de 50 e vivi a minha adolescência na década de 70, posso afirmar que a nossa adolescência tinha um tom de mudança muito forte, de rebeldia misturada às novas descobertas, digamos assim.

 

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Era um desnudamento envolto de rebeldia, liberação sexual, drogas, danças sensuais, se assim posso definir, na verdade, queríamos nos libertar de alguma maneira dos hábitos dos nossos pais, dos preconceitos que nos prendiam dentro de um casulo. A ordem era dançar coladinho só para sentir um pouco daquele calorão que nos invadia dos pés a cabeça. Que delicia! Só de pensar em sexo já nos sentíamos extasiados, dominados pela sensação do prazer que ainda não tínhamos experimentado.

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Caixa de Skinner, curtir e o plus one


Estamos literalmente vivendo um fenômeno, das redes sociais e congêneres. Se antes existiam os blogs onde podíamos colocar nossos pensamentos e vontades, sem nos preocupar muito com o formato, e a partir disso, alguma participação de outras pessoas, que ou por acharem o conteúdo em uma busca orgânica, ou mesmo nossos melhores amigos ou, enfim, de alguma forma seguiam nossos passos e a existência de um debate em torno daquilo, hoje isso é coisa de museu.

 

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Há redes sociais para praticamente tudo o que imaginar, desde avaliação de nossas refeições diárias, os lugares que frequentamos, onde e como podemos descartar nosso lixo reciclável, ou sei lá mais o que. Com um pouco de paciência, e técnicas de pesquisa, temos a certeza que encontramos algo.

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