Essa semana surgiu um assunto em nossa mesa de trabalho, que gostaria de compartilhar com vocês, a questão da corrupção e afins.
Para aqueles mais antenados, sabemos que esse é um problema já institucionalizado em nossos diversos setores produtivos, e a sensação que temos é de pouca ou nenhuma mudança neste cenário. Como se o correto fosse o errado e quem (ainda) teima pela honestidade, é taxado como diferente e por isso, isolado do grupo social.
Antes que me digam que nosso país foi colonizado por ladrão e prostituta, mesmo que isso seja verdade, e os psicólogos e antropólogos afirmarem que o problema esteja impresso em nossos genes, depois de cinco séculos, não podemos mais usar como desculpa. Sinto muito.
Vamos citar um exemplo prático, com nosso personagem preferido, o Senhor Fulano.
Como nosso colunista hebdomadário conseguiu um dos robôs que sobraram após a gravação do filme Substitutos (Surrogates, 2009), que por sinal sou eu, mais uma vez estamos aqui para analisar as mazelas brasileiras e o cotidiano nacional.
Falando em mazela, é triste ter a certeza de que as decisões só são tomadas por aqui após grandes tragédias, como o Caso Liana Friedenbach, que reacendeu a discussão sobre maioridade penal, e mais recente, o atropelamento de Rafael, filho da atriz Cissa Guimarães.
.

.
Dessa vez, a discussão é a sobre a possibilidade da instalação de câmeras de vídeo nas viaturas, que serviriam contra a corrupção policial.
A relação entre dois fatos, entretanto, me é muito tênue, já que denúncias de crimes feitos por policiais existem aos montes, não sendo esta a tal da cereja do bolo.
De qualquer forma o atual governador que eu não posso citar o nome (pois ele é candidato à reeleição, e o TRE proíbe) anunciou que os tais equipamentos serão instalados, finalmente posso dizer, já que ele mesmo vetou uma lei da Assembleia Legislativa que determinava a mesma coisa.
Bom, a alegação na época do veto era a falta da informação de onde sairia o dinheiro para pagar esse samba do crioulo doido. Hoje, por sua vez, já sabemos que dos cofres do governo do estado-por-associação-o-seu-bolso.
Enquanto isso, já que ninguém sabe de onde sairá o pão, ao menos já temos o circo, de terça a domingo no Teatro Carlos Gomes, centro carioca.
Interessante também é que os responsáveis pela peça, o grupo teatral “Disse que” é formado por formado por seis PMs e dirigido pelo sargento Sidney Guedes.
Será que ao menos na ficção, a vida termina em final feliz?
x
Quando você lê a notícia:
TRE do Rio de Janeiro deixa casal Garotinho inelegível
“Na tarde desta quinta-feira, 27, decisão do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) tornou inelegível o casal Garotinho. Anthony e Rosinha foram acusados do uso indevido de meios de comunicação durante a campanha de 2008, quando ela se elegeu prefeito de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Caso a decisão seja mantida, Garotinho não poderá disputar a eleição para o governo do Estado – ele é pré-candidato pelo PR. Rosinha também foi cassada do cargo de prefeita.” (O Diário de Teresópolis, excerto, 28/maio/2010)
O que passa pela sua mente? Afinal de contas, não é sempre que vemos um político condenado por qualquer crime que seja, mais difícil ainda é o condenado prestar contas à sociedade civil e cumprir pena. Leia mais…