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Meus 20 centavos sobre o populismo

…ou “Porque o brasileiro adora ser vira-lata”

Muito tem se falado sobre a saída da presidente, petrolão, terceiro turno, e as manifestações que tem acontecido em várias cidades pedindo, entre outras coisas, o fim da corrupção em nosso país. Em outras palavras, tudo se resume em (usando os termos da moda): coxinhas contra petralhas.

Antes de tudo, o assunto é muito complexo para ser resumido em apenas dois conceitos (antagônicos), assim como é impossível também aceitar que o comunismo é o fim de tudo, ou que o capitalismo é o heroi do povo contra todo o mal que existe.

Essa forma binária de rotular as coisas é bem babaca, aliás.

Enfim, eu entendo que não só o Brasil, mas a América Latina como um todo sofre de um mal chamado POPULISMO, onde o cidadão faz qualquer coisa para chegar ao poder, para em seguida, fazer coisas ainda piores para se manter lá. Continue lendo

Senhor Fulano, o super homem antropofágico

 
 

Essa semana surgiu um assunto em nossa mesa de trabalho, que gostaria de compartilhar com vocês, a questão da corrupção e afins.

Para aqueles mais antenados, sabemos que esse é um problema já institucionalizado em nossos diversos setores produtivos, e a sensação que temos é de pouca ou nenhuma mudança neste cenário. Como se o correto fosse o errado e quem (ainda) teima pela honestidade, é taxado como diferente e por isso, isolado do grupo social.

 
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Antes que me digam que nosso país foi colonizado por ladrão e prostituta, mesmo que isso seja verdade, e os psicólogos e antropólogos afirmarem que o problema esteja impresso em nossos genes, depois de cinco séculos, não podemos mais usar como desculpa. Sinto muito.

Vamos citar um exemplo prático, com nosso personagem preferido, o Senhor Fulano.

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Descoberto o autor do samba do crioulo doido

Como nosso colunista hebdomadário conseguiu um dos robôs que sobraram após a gravação do filme Substitutos (Surrogates, 2009), que por sinal sou eu, mais uma vez estamos aqui para analisar as mazelas brasileiras e o cotidiano nacional.

Falando em mazela, é triste ter a certeza de que as decisões só são tomadas por aqui após grandes tragédias, como o Caso Liana Friedenbach, que reacendeu a discussão sobre maioridade penal, e mais recente, o atropelamento de Rafael, filho da atriz Cissa Guimarães.

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Dessa vez, a discussão é a sobre a possibilidade da instalação de câmeras de vídeo nas viaturas, que serviriam contra a corrupção policial.

A relação entre dois fatos, entretanto, me é muito tênue, já que denúncias de crimes feitos por policiais existem aos montes, não sendo esta a tal da cereja do bolo.

De qualquer forma o atual governador que eu não posso citar o nome (pois ele é candidato à reeleição, e o TRE proíbe) anunciou que os tais equipamentos serão instalados, finalmente posso dizer, já que ele mesmo vetou uma lei da Assembleia Legislativa que determinava a mesma coisa.

Bom, a alegação na época do veto era a falta da informação de onde sairia o dinheiro para pagar esse samba do crioulo doido. Hoje, por sua vez, já sabemos que dos cofres do governo do estado-por-associação-o-seu-bolso.

Enquanto isso, já que ninguém sabe de onde sairá o pão, ao menos já temos o circo, de terça a domingo no Teatro Carlos Gomes, centro carioca.

Interessante também é que os responsáveis pela peça, o grupo teatral “Disse que” é formado por formado por seis PMs e dirigido pelo sargento Sidney Guedes.

Será que ao menos na ficção, a vida termina em final feliz?