Os jornais anunciaram a grande vitória de Dilma Rousseff. A primeira no cargo de presidente do país: salário mínimo de R$ 545,00.
Enquanto ela irá receber R$ 26 mil de salário, agradece aos aliados por oferecer R$ 545,00 e quer punição para os partidários que votaram contra. É óbvio que esses deputados (parece que foram 2) devem morrer de vergonha de ver a bandeira que eles tanto defenderam durante dos 8 anos do governo FHC ser queimada sem o maior pudor pela mandatária. Assim como também foi queimada pelo ex-presidente Lula. É simplesmente vergonhoso o que o PT faz hoje.
Aliás, não é vergonhoso, pelo menos não para mim, que sempre defendi que PT e PSDB são farinha do mesmo saco. Deveriam inclusive se tornarem um único partido. É óbvio que isso é inviável, porque seria mais difícil repartir o bolo.
Os deputados que votaram o novo mínimo também receberão os R$ 26 mil aprovados no final do ano. Romário, que não conseguiu votar sem a ajuda de um funcionário da Câmara e Tiririca, que supostamente teria votado errado, também vão receber essa quantia por mês. Mas você, que rala das 8 as 17 todos os dias, vai receber apenas R$ 545,00.
Quem é responsável por isso? Quem é que vota? Pois é. Os eleitores são os responsáveis por todas essas mazelas a que somos submetidos diariamente. Parabéns para todos os eleitores brasileiros.
Uma das grandes realizações do governo Lula que eu faço questão de aplaudir é o aumento do número de pessoas que conseguiram concluir o ensino superior.
Cursar uma faculdade é um sonho de muitos adolescentes que estão prestes a deixar a escola, mas a realidade brasileira era outra, há alguns anos atrás.
Não existia esse sem número de faculdades particulares e as universidades públicas eram um sonho tão distante quanto nossas chances de adentrá-la. Na minha turma de 20, 30 alunos, apenas 2 conseguiram acesso à universidade pública, por seus próprios méritos. Naquele tempo, essa foi a primeira grande derrota da minha vida.
Mas agora temos a oportunidade de estudar em uma escola pública ou privada e as vezes até mesmo sem pagar nada, como é o caso do PROUNI (Programa Universidade para Todos). O SiSU (Sistema de Seleção Unificada) dá acesso às universidades federais e em último caso ainda é possível financiar o curso através do FIES (Financiamento Estudantil). Tudo isso condicionado a realização do ENEM (Exame Nacional do Exame Médio).
Todo esse aparente mar de rosas esconde uma armadilha para o ego do novo profissional. Existem aqueles que não dão a mínima, aqueles que acabam procurando outro curso e aqueles que acumulam em seus currículos uma infinidade de ensinos superiores incompletos.
Mas existem aqueles que não vão descansar enquanto não atuarem na área. Não importa se é o curso do seu sonho ou aquele que caiu na sua rede, mas se você abraça a profissão que escolheu, sim, você certamente ficará frustrado e incomodado rapidamente, ao fim do curso. E não adianta mudar de área, a não ser que seja para a sua área.
As benesses da facilidade da formação acadêmica irão certamente conflitar com a decepção de guardar o diploma na gaveta.
Se há males que vem para o bem, será que a recíproca também é verdadeira?
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Qual é o sentimento que você, morador de grande cidade, sente quando vai para o interior de seu estado ou do país, ou mesmo outra capital que não seja tão absurdamente grande quanto São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte ou Curitiba?
“Antônio Parreiras – Fundação de São Paulo, 1913″
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Eu atualmente moro em uma região com mais de 20 milhões de habitantes, que é a Grande São Paulo, mas sou originário de um dos mais de 5 mil pequenos municípios do São Paulo.