Quem pensa que política, religião, futebol não podem ser discutidos estão enganados. Eles nunca estiveram tão em alta como agora.
Dias atrás participei de um congresso nacional realizado em São Paulo sobre religião com teólogos e cientistas da religião de diversos lugares do Brasil. O evento tinha como principal pauta a oportunidade de divulgar e apoiar as pesquisas e estudos no âmbito da pós-graduação em Teologia e Ciências da Religião, na qual faço parte também.
Nesse evento cada programa cada pesquisador(a) leva sua contribuição ao debate: conferencistas, palestrantes em mesas redondas, grupos temáticos, comunicadores docentes e discentes aproveitam cada momento para aprofundar a consolidação dos trabalhos de pesquisas realizados em seus cursos.
Lendo as noticias e fontes, a notícia do exímio da culpa pela morte de Jesus pelo papa Bento XVI nesta semana me lembro das milhares de horas em que passei sentado numa cadeira no curso de historiografia, onde um erro de interpretação desse porte, somado à própria ignorância das pessoas, pode ter sido responsável pela maioria dos fatos marcantes da Europa, como o surgimento do pensamento nazista por exemplo.
E como de acordo com nossa pesquisa social 2011 (quem não responder vai ter verruga) nos pediu para escrever mais sobre religião, finalmente encontramos algo que podemos debater.
Para quem alguma vez leu a sequência da morte de Jesus na Bíblia, deve se lembrar que os evangelistas João e Marcos em dado momento citam que “todo o povo” pediu sua crucificação, mesmo após as tentativas do governador Pilatos em afirmar que não havia crime que justificasse a maior (e mais cruel) pena capital da época.