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Minha visão sobre as políticas públicas de geração de emprego e renda no Brasil

Em agosto de 2006, quando estudava sociologia tentei agregar meus conhecimentos de economia com minha formação em ciências sociais e fiz um projeto de mestrado. Ele não foi aceito na Academia, mais tenho certeza que o tema está tão atual como nunca. Basta ver o que se passa em Brasília com a tentativa do governo de flexibilizar os direitos trabalhistas e o conflito que esse ato político está gerando.

Quase dez anos depois desse projeto mostro aos leitores do “Vivendocidade” o que eu pensava sobre esse assunto na época.

Esse tema está na ordem do dia e até me lembro dos ensinamentos de Keynes que vi nos cursos de Macroeconomia e de teoria do valor. O Brasil se democratizou mais o pensamento clássico continua tão vivo como nunca. Ora pela direita, ora pela esquerda, se isso ainda tem algum sentido. Vejamos… Continue lendo

Quem dá as cartas no mercado de trabalho?

 
 

Antes de começar, já adianto que esse é um texto escrito sob efeito de ácido, e deve ser melhor apreciado ouvindo uma das músicas mais subestimadas dos Beatles[bb] de todos os tempos, For No One:

 

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=J6iAykoKLog[/youtube]

 

Na verdade, o álbum[bb] todo é muito bom.

Usando nosso célebre gerador de lero-lero mental (™ @adcarva) vi duas notícias que acabam se relacionando entre si e com o fato de que quanto mais informação está disponível, menos ela é absorvida pela pessoa, e com isso, formamos pessoas cada vez menos capazes.

Estudos apontam que ser multitarefa não torna a maioria das pessoas mais produtiva. Quanto mais atividades simultâneas, mais dispersão e falta de foco.

Não precisamos ir muito longe. Enquanto esse texto é escrito, além dos fones mágicos (e brancos) de ouvido, tenho mais três janelas abertas aqui, minha caixa de entrada, twitter e messenger.

Em todo caso, acredito que existe uma relação direta com o aumento de desemprego entre os jovens, segundo estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, já que a maior habilidade de uso das novas tecnologias está com eles, como dito, com dificuldades imensas de concentração e apego à uma rotina estritamente estabelecida.

Por mais que se diga o inverso, nenhuma empresa, e eu digo entre elas, todas elas, está preparada para absorver as novas práticas de comunicação e tecnologias, por mais que tentem manter páginas de facebooks, blogs corporativos e coisas do tipo.

Nesse ponto, nós somos os reis.

Agora, para preencher um simples memorando, reconhecer firma no cartório, fazer prestação de contas, por exemplo, nossos velhos foram muito mais preparados e sem sombra de dúvida que continuarão a dar as cartas nesse jogo.

Segundo esse mesmo estudo, mais da metade dos brasileiros entre 18 e 29 anos, a chamada vintolescência de Tolkien[bb], está desempregada, e pior, desse montante ainda sai um grupo que sequer pensa em trabalho.

Querem mesmo é ter um negócio próprio, o que é ótimo.

Mas mesmo para ser empreendedor, algumas vezes temos que ficar off-line para termos aquela concentração necessária.

No caso dos Beatles, mesmo antes das drogas eles já eram soberbos.

Demissão: O que fazer depois

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roberto-justus-demitido

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Vamos combinar: ser demitido é uma experiência ruim. Principalmente se você estabeleceu relações pessoais com seus colegas de trabalho e imediatos (é raro, mas há chefes que se tornam mesmo seus amigos). Mas, assim como a morte é a inevitabilidade da vida, o desemprego é a inevitabilidade do trabalho — cedo ou tarde, seu chefe vai chamar você para uma conversa nada agradável.
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