
Com essas palavras, escritas no verso de uma prova acadêmica de algum aluno seu, Tolkien deu início ao maior épico já visto.
Mesmo quem nunca leu algum livro na vida, ou não goste do tema ou qualquer motivo, na minha opinião, deveria ler pelo menos uma vez algum dos dois únicos livros publicados sobre a Terra Média.
Verdade, somente o Hobbit e o Senhor dos Anéis chegaram a ser livros e publicados; o primeiro, como um conto de fadas recheado com pitadas de uma nova mitologia escrita por ele, e mais de dez anos depois, a sua continuação, na verdade os livros são de 1937 e na passagem de 1954-55, respectivamente.
Só pelo fato do Senhor dos Anéis ser um dos cinco maiores livros da história do século XX, e um dos dez mais vendidos de todos os tempos já mereceria nossa atenção, certo?
Bom, toda a falação é só para dizer que depois de quase 10 anos (uia!) voltei a ler toda a minha coleção (O Silmarillion, Contos Inacabados de Númenor e da Terra Média, O Hobbit e O Senhor dos Anéis, nessa ordem), que são todos os que tenho.
Cabe um lembrete: meu aniversário está chegando e adoraria completar minha coleção tolkieniana, com Os Filhos de Húrin (que assim como Silmarillion e Contos Inacabados, contém versões, rascunhos e textos inacabados sobre toda a mitologia).
Além do imprescindível “As Cartas de J. R. R. Tolkien” com mais de 300 correspondências dele com seus fãs sobre a mitologia.
E os outros três livros não terramedianos, Sobre Histórias de Fadas (onde ele analiza as fábulas em geral), Roverandom (sobre um cachorro chamado Cachorro) e Mestre Gil de Ham (sobre as idas e vindas de um dragão chamado Chrysophylax que é amansado pelo Mestre Gil).
Para terem idéia do conteúdo do texto e suas palavras, segue um trecho do Silmarillion que reli hoje, fala sobre a beleza das letras:

“… É que da bem-aventurança e da alegria na vida há pouco a ser dito enquanto duram; assim como as obras belas e maravilhosas, enquanto perduram para que os olhos as contemplem, são registros de si mesmas; e somente quando correm perigo ou são destruídas é que se transformam e poesia…”
Por favor, leiam!