Ontem tivemos o prazer de ouvir o primeiro pronunciamento da presidente Dilma Rousseff em cadeia de rádio e televisão.
Nele, a presidente falou sobre educação e que quer algo parecido com o ProUni, mas desta vez para o ensino técnico. O Programa Universidade para Todos demonstra aparente sucesso, mas temos que levar em conta que milhares de novos profissionais são despejados no mercado, uns bem formados, outros nem tanto.
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Mais uma vez o Brasil está na primeira página de todos os noticiários do mundo, dessa vez anunciando que em quase 121 anos de república, uma mulher assumirá o posto de vice-rei brasileira.
Nosso leitor, amigos mais próximos e familiares sabem que a tendência política do vivendocidade (se é que temos uma) não casa com a atual linha adotada pelo palácio do Planalto, mas nem por isso vamos nos sentar em cima do entulho e esperar o fim do mundo, pelo contrário.
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Não me agrada um governo que tem por meta o patrocínio-quase-um-sustento do desenvolvimento social (ao invés de criar as condições para que as pessoas se desenvolvam sozinhas), o aparelhamento do estado (e suas dezenas de cargos em comissão), sem contar a tremenda “falta de sacanagem” que é prover tudo isso enquanto a dívida interna atinge números alarmantes (e o impostômetro da rua Boa Vista já passou do trilhão de reais).
Mesmo assim, copiando a frase do senador norte-americano John McCain, ela deixa de ser uma adversária para ser a nossa presidente. E como tal, nós todos devemos apoiar e fiscalizar.
Uma mulher assinando o cheque é algo que pode transformar nosso país machista, quem está acostumado a dar as caras pela força de seus bigodes vai ter que engolir atravessado aquilo que nós já sabemos nas empresas: mulheres em cargos de direção agregam mais capacidades que nós homens.
E as dificuldades são imensas, desde “arrumar o problemático sistema educacional do país, melhorar os padrões de saúde e saneamento para milhões, e transformar o Brasil no tipo de nação desenvolvido que o país vislumbra se tornar” (New York Times) até “manter a continuidade” (The Economist).
De qualquer forma, nossa dama de ferro deve se preocupar em cumprir seu programa de governo, tentar dar seu ritmo e personalidade no gabinete, se descolando do presidente Lula e de sua religião de fanáticos.
A revolução do gênero dos anos 1960 finalmente chega ao seu ápice.
Um recado para a senhora Dilma Rousseff:
É sabido que em sua viagem pelo nordeste, e em especial o encontro estadual do vosso pseudo partido em Sergipe, a mesma alegou que os problemas das chuvas é um reflexo do descaso federal para com a região, alegando que os recursos são destinados, em sua maioria, para o terço mais rico do país.
Entretanto, gostaria de frisar que colocar a culpa em governos anteriores, antes de tudo, é tirar a responsabilidade do colo do atual, não porque seja ele quem é, mas por ser uma preocupação inerente à toda autoridade pública, legitimamente (com sérias dúvidas) eleita para representar a população brasileira, e nordestina. Leia mais…