Arquivo

Textos com Etiquetas ‘divagações’

Eu, seu

Um anjo, uma rosa,
Um rouxinol, uma deusa,
Uma estrela, uma artista.

Algumas eu não possuo
Outras não desejam…

Logo eu, ansioso que sou
Sem destino, sob suspeita.

Qual o ponto em comum entre vocês?

Se eu não as vejo
Ou outro alguém se aproxima:
Rosto corado, coração machucado.

Pensamentos de um dia cinza tão despenteados
Soltos jogados,

Como num dia de vendaval…

O Herói, o Líder, e o Bom

O Herói, o Líder, e o Bom

Eu sei o que fiz no verão passado

Estava revendo alguns posts antigos (eu escrevo desde 2002) do meu blog anterior quando tive a idéia de procurar o que eu escrevi nesta mesma data (ou perto dela) no passado.

Em 19 março de 2003:

19/03/2003 – 08h48, da Reuters, em Kuait

Soldados entram em zona desmilitarizada entre Kuait e Iraque

WAR COUNTDOWN: 10:10:47

Logo no início da invasão americana no Iraque. Curioso lembrar que eles estão lá até hoje…

Em 25 de março de 2004:

Time After Time
Cindy Lauper / Tuck and Patti

Deitado em minha cama
Eu ouço o tic-tac do relógio e penso em você
Estou preso em círculos e confusão não é novidade
Me recordo de noites quentes, quase esquecidas
Trago um monte de lembranças

Vez após
Algumas vezes você me vê
E estou caminhando bem a frente e você me chama
E não consigo ouvir o que você disse

Aí você diz, “Vá com calma, fiquei para trás”
E o ponteiro dos segundos volta atrás

Refrão
Se você estiver perdida,
Pode procurar e vai me encontrar
Vez após vez
Se você cair eu te segurarei, eu estarei esperando
Vez após vez
Vez após vez

Depois minha imagem desaparece
E a escuridão fica mais clara
Olhando pelas janelas
Você se pergunta se estou bem
E com segredos roubados lá do fundo
O tambor bate fora do compasso

Refrão

Vez após vez…

Coincidentemente, estou no meio desses mesmos sentimentos…

Em 24 de março de 2005:

As Pequenas Injustiças

Não me conformo com as pequenas injustiças. Aceito as grandes, porque são inevitáveis, como as catástrofes, e atestam a importância dos deuses.
Aquela criança, descalça, apenas precisava de uns sapatos. Se tivesse nascido sem pés, não era tão grande a minha revolta.

Antônio Arnaut, in ‘As Noites Afluentes’

Como a Escola dos Anais estava certa! A História tende a se repetir, sempre. Haja visto o caso daquela criança de 12 anos torturada por uma empresária…

Em 31 de março de 2006:

Mude e Marque

Eu sei o que fiz no verão passado

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos.

(…)

Airton Luiz Mendonça
(Artigo do jornal o Estado de São Paulo)

Isso (ainda) é uma grande verdade…

Em 30 de março de 2007:

Fluminense,Vasco e Palmeiras devem ser reconhecidos como campeões do mundo?

(…)

Fonte: http://jsports.uol.com.br/portal/processablog.php?modulo=montablog&blog=6

Que me lembre, isso ainda está correndo nos diversos níveis jurídicos do futebol. Mesmo que eu gostaria de ver meu time como o primeiro campeão de clubes, é um precedente perigoso que seria aberto, e é isso que a FIFA tenta evitar…

*****
Não vou repassar essa idéia para ninguém em especial. Você escreve há tempos? Gostou da brincadeira?

Sinta-se convidado a resgatar o que escreveu nesta (ou perto) data nos anos passados.

Lembre-se de informar que viu antes aqui.

Categories: Blog Tags: , ,

O Batizado

A encontrou dormindo no sofá. Tinha ido a uma festa ontem e literalmente desmaiou, pelo estado em que estava. Se aproximou e passou a observá-la, suas formas, curvas, como a claridade que entrava pela janela refletia em seu rosto.

O tempo parou no momento em que sentiu seu perfume, enquanto roçou de leve em seu corpo.

Ela não teve reação. Sentiu-se confiante, tocando em outras partes de seu corpo. Tirou sua blusa, estava sem sutiã. Ficou olhando seus seios por alguns instantes, como se aquele momento fosse durar para sempre. E não teve coragem para tocá-los. Talvez pelo frio repentino, ela se encolhe um pouco mais, deixando seus quadris intocados à mostra.

Com toda paciência, abaixa o short cor de rosa que estava usando, deixando na altura dos joelhos.

Calcinha minúscula com motivos infantis, e ele sorri: ‘Nabokov estava certo’ pensa afinal. Se aproxima em beijos, rápidos e estalados, enquanto, pelo tato, descobre sensações que nunca imaginou ter, enquanto sua respiração se iguala à dela.

Vai ganhando confiança aos poucos, e logo está completamente nu. Sente-se capaz de maiores façanhas, como se tivesse talvez certa dose de imortalidade. ‘Será que és virgem?’ diz entre os dentes.

Ao contrário do que talvez pudesse acontecer, decide que não fará nada além. Como se aquele momento fosse o único que devesse existir. A observa por alguns instantes e só tem seu pensamento interrompido pelo telefone que toca.

Ele tem que entregar uma encomenda que não pode ser postergada.

Depois que alguns dias, no tradicional final de semana em família, recebe um convite para celebrar o aniversário de 17 anos dela.

No cartão estava escrito: “Sim, eu sou virgem…” e logo abaixo “Mas adorei!”

Fim

Fleumático, sempre

“Em meio às enchentes de emoções,

ainda me resta um fio de ar

para que eu

possa tentar

resistir”.

Parece até uma reação inconsciente, mas escrever por obrigação, aliás, fazer qualquer coisa dessa maneira, torna tudo mais difícil. E não é nem questão de desafio ou coisas assim.

Fato é que em uma resposta que recebi da Bia, e que na época nem me dei conta, para existir dentro da bolha dos blogs, a pessoa tem que se adaptar, e eu não gosto disso.

Significa que escrevo quando me der telha, sobre o que eu quiser, sem ter que me preocupar se vou ganhar algo com isso, sem tornar um lazer em trabalho.

É complicado, além de tudo, já que eu não tenho escrito praticamente nada em lugar nenhum, e mesmo que eu saiba que isso reflete um estado emocional, muitas vezes não quero ter que representar ou atuar em falsas atividades, ou agradar certas (e erradas) pessoas.

Só que ultimamente, representar é o que eu mais tenho feito.

Categories: Opinião Tags: , ,