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Proibido dar palmada nas crianças


ou “Agora querem intervir no cotidiano da casa”

Pensando nas coisas que acontecem no dia-a-dia de uma família nos deparamos com a recente Lei da Palmada (Projeto de Lei 7672/10) aprovada em Comissão Especial da Câmara em 14 de dezembro do ano passado. Polêmica na certa, essa lei afetará o cotidiano da casa. Fica uma questão: como analisá-la à luz da Sociologia? Pensei logo de cara na Sociologia da Vida Cotidiana, tão difundida pelo filósofo marxista e sociólogo francês Henri Lefebvre (1901-1991). Comentarei, então, essa lei e assim retomarei, nesse desabrochar de 2012, minha contribuição periódica ao site “Vivendocidade”.

palmada

Esse ramo da Sociologia trata da possibilidade de investigação e de analisa o discurso a respeito do cotidiano visto como uma manifestação do real e da realidade da vida. Tal possibilidade é vista por ela de diversos ângulos e as relações de família estão, com certeza, englobadas neles. Nessas relações tem um papel central o poder dos pais em intervir na educação dos filhos pequenos, usando vários métodos, entre eles a palmada. Desde antanho ela é empregada no sentido corretivo, mais contemporaneamente vem perdendo espaço para uma educação mais liberal, que procura privilegiar o diálogo na repreensão dos deslizes da criança. A novidade é que agora o legislador resolveu agir, embalado por uma ação do Poder Executivo. E, mais uma vez, para criar uma lei que, como tantas, não vai ser respeitada e nem adotada na prática. Além do mais surge uma questão importante: como fiscalizar? Pensemos…

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Ainda sobre educação


 
 

Atualmente as famílias têm dito pouco tempo para educar os seus rebentos. Diferentemente das décadas passadas, as mães também assumiram a dupla jornada de cuidar do lar e ao mesmo tempo trabalhar fora para ajudar no orçamento mensal. É ruim? Claro que não, pois as mulheres vêm cumprindo muito bem a tarefa no campo profissional.

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), realizou um estudo sobre essa questão e abordou que a proporção de famílias chefiadas por mulheres passou de 24,9%, em 1997, para 33%, em 2007, o que representa um total de 19,5 milhões de famílias brasileiras que identificam a mulher como principal responsável.

 
feminismo-evolução-homem-mulher
 

A pesquisa revelou também que as famílias formadas por casais com filhos e chefiadas por mulheres também representaram um “fenômeno em ascensão”. Entre 1997 e 2007, os números passaram de 600 mil para quase 3,3 milhões. Em 1997, entre as famílias formadas por casais com filhos, apenas 2,4% eram chefiadas por mulheres. Em 2007, a proporção subiu para 11,2%. (Agência Brasil, 07/10/2008)

Mas, convenhamos que o trabalho doméstico recaia pesadamente sobre a mulher, não é novidade.

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A educação no Brasil


 
 
Coincidentemente (ou não), em complemento ao texto anterior sobre o JN no Ar, a visão da professora potiguar Amanda Gurgel.
 


E agora, José?