Arquivo

Textos com Etiquetas ‘eu’

Avatar

zz3910badb-550x814

Quando pensamos em internet, redes de relacionamento e parecidos, talvez a primeira imagem que nos chega à mente, o primeiro passo para entrarmos neste mundo novo, é o login e senha.

Pode parecer algo simples e banal, mas a cada cadastro que realizamos, se olharmos bem, nada mais do que criamos personagens de nós mesmos, que de certa forma, representam algo que gostaríamos de ser, ou ter, etc.

Leia mais…

Categories: Opinião Tags: , , ,

Mãe, tô na Globo!

Mãe, tô na Globo!

Categories: Fotografia Tags: , , , ,

Eu, seu

Um anjo, uma rosa,
Um rouxinol, uma deusa,
Uma estrela, uma artista.

Algumas eu não possuo
Outras não desejam…

Logo eu, ansioso que sou
Sem destino, sob suspeita.

Qual o ponto em comum entre vocês?

Se eu não as vejo
Ou outro alguém se aproxima:
Rosto corado, coração machucado.

Pensamentos de um dia cinza tão despenteados
Soltos jogados,

Como num dia de vendaval…

Fleumático, sempre

“Em meio às enchentes de emoções,

ainda me resta um fio de ar

para que eu

possa tentar

resistir”.

Parece até uma reação inconsciente, mas escrever por obrigação, aliás, fazer qualquer coisa dessa maneira, torna tudo mais difícil. E não é nem questão de desafio ou coisas assim.

Fato é que em uma resposta que recebi da Bia, e que na época nem me dei conta, para existir dentro da bolha dos blogs, a pessoa tem que se adaptar, e eu não gosto disso.

Significa que escrevo quando me der telha, sobre o que eu quiser, sem ter que me preocupar se vou ganhar algo com isso, sem tornar um lazer em trabalho.

É complicado, além de tudo, já que eu não tenho escrito praticamente nada em lugar nenhum, e mesmo que eu saiba que isso reflete um estado emocional, muitas vezes não quero ter que representar ou atuar em falsas atividades, ou agradar certas (e erradas) pessoas.

Só que ultimamente, representar é o que eu mais tenho feito.

Categories: Opinião Tags: , ,

Quando eu era pequeno

Eu

“Eu”, em grafite 4B sobre sulfite, por Darlene de Carvalho

Quando eu era pequeno, o primeiro contato com livros que tive foi através do Pequeno Príncipe, talvez o melhor livro que já li em toda a minha vida, mas com aquela idade nem imaginava o que era o teor de uma amizade, ou sequer era capaz de compreender um sentimento tão abstrato com este.

Acho que posso dizer que depois de todos esses anos, alguns dos livros que li me ajudaram a ser o que sou, se tal pretensão existir, mas algumas vezes ainda me vejo pequeno e cheio de medos, debaixo da cama, fugindo de algum fantasma que teima em aparecer de vez em quando.

Lembro do meu pai contando estórias de dormir, onde o lobo mau sempre repetia: “E vou continuar a tentar pegar esses porquinhos amanhã, porque está muito tarde e estou com muito sono…” Isso era incrível.

Vieram os livros didáticos, e junto com eles o desafio de sobressair em uma turma onde todos talvez fossem iguais, mas que no fundo eram muito diferentes. Dessa época eu gosto de lembrar dos meus primeiros amores, todos impossíveis e inalcançáveis, e dessa maneira, vi que a vida não é leve, muito menos fácil, como algumas vezes teimam em nos dizer.

Por favor, se você é uma moça no início da juventude, da fase das descobertas, nunca diga para aquele seu melhor amigo – que te é apaixonado, diga-se – que prefere gostar dele somente como companhia. Muitas vezes na minha vida ouvi essa frase, e posso dizer que ainda hoje todas elas me assustam a noite.

Uma vez eu li que o homem completo é aquele que tem alguém só para si, que pode ser levantado se cair, alguém para conversar e serem amigos. Sinto algumas vezes que tive alguma parte de mim roubada, e mesmo que eu procure alguma cicatriz, talvez demore muito para achar…

Correr com lobos? Acho que fugi deles por muito tempo e por isso nunca fui capaz de ver que eram realmente mansos.

As pessoas costumam dizer que suas vidas formam verdadeiros livros, e eu já fui uma delas. Tentei dar histórias de aventura, caça ao tesouro pirata, guerras espaciais, fantasias que fazem parte de nós. Mas hoje, olhando pra trás, o que criei não foi um livro.

Um embaralhado de palavras e histórias, sensações e vivências não pode ser somente um livro.

Talvez por isso que tenho me atrevido a deixar de olhar só para trás e tentar outras direções, muitas delas surpreendentes.

Percebi que as páginas da frente estão todas brancas, caneta em punho, esperando por mim…