Se aproveitando de mais um estouro midiático, este é (mais um) texto sobre a morte de Osama Bin Laden. Mas não falaremos sobre sua pessoa ou crimes, mesmo se sua família é melhor amiga do clã Bush ou não. Isso vocês tratem de ler em outro lugar.
Nosso foco é no que tudo isso representa, principalmente para o lado ocidental do bem, que interrompeu um jogo de baseball para comemorar o falecimento do fulano, ou neste exato momento, promovendo a maior churrascada nunca antes vista na história.
Tudo isso porque supostamente um inimigo militar foi assassinado.
Considerando todas as discussões e comentários impensados enunciados na não-rede social que é o twitter, mais a atitude antagônica da imprensa em buscar ali suas pautas, remetemos a um autor muito controverso, mas de tamanha importância para a humanidade. Eu chamo atenção especial para o conceito de “dois minutos de ódio” que George Orwell retratou no seu famoso livro “1984”.
No livro, o tirano “Big Brother”, dirigia o seu programa diário “Dois minutos de ódio” contra Emmanuel Goldstein, inimigo do povo, conforme trecho da adaptação abaixo:
Segundo esse conceito, não importa quando (e se) Bin Laden foi morto. Segundo esse conceito, precisamos ter sempre um inimigo permanente na qual despejamos toda nossa insatisfação, a derrota no futebol, a namorada que quer andar descalça de moto, as dores corporais…
No fim das contas, numa sociedade que só pensa em seu próprio umbigo, prazer e satisfação imediata de suas necessidades, é melhor ter alguém que nos diga o que fazer, já que pensar é muito difícil.
.
.
Mais uma vez a sociedade brasileira está sentada em frente à TV assistindo ao Big Brother Brasil, o BBB. Ao mesmo tempo, nos questionamos como a fórmula da ultra exposição ainda pode dar certo mesmo depois desses anos todos. Sim, esta é a décima primeira edição do programa.
Se contarmos os programas similares, Casa dos Artistas, A Fazenda e afins, o número pode passar de 20.
Um dos motivos desse “sucesso” pode estar relacionado ao hábito que o brasileiro tem de assistir novelas. Com aquele ciclo básico da mocinha que sofre, a família que briga, um tema polêmico da moda, e um casamento no final…
.
.
Em tempos de superexposição, aparentemente o vazamento dos documentos secretos do governo norte americano está causando mais burburinho do que se esperava. Quer dizer, o desdobramento do caso tem tido mais destaque que o fato em si.
.

.
Ora, todo mundo sabe que a principal e praticamente única função de qualquer embaixada é servir de fachada para as agências de espionagem, e que todo tipo de informação é enviado para seu país de origem. Até mesmo aquela carta onde fulano fala que beltrano é feio, bobo e fedido.
Na verdade, o que foi manchado mesmo foi o bico da água careca americana, uma vez que do alto de seu trono, se viu exposta por anônimos, pessoas comuns que enviam e editam as wikis, mostrando que até eles possuem problemas com segurança da informação. Leia mais…