Ao menos no que se refere ao trabalho da Google ao longo desses anos, e principalmente seus dois lançamentos de maior destaque nos últimos meses, e que até certo ponto, voltados para o mesmo fim: Wave e Buzz.
Se voltarmos no tempo, lá na pré-bolha, lembraremos que o projeto de doutorado de dois estudantes da Universidade de Stanford sobre relevância e autoridade em si, não trouxe nada de novo, entretanto a forma como foi aplicado dentro daquele contexto, foi genial.
De certa forma, podemos dividir a história da sociedade plenamente conectada em antes e depois do Pagerank. Vejamos: Leia mais…
Um dia após o lançamento do Google Buzz, proposta de rede social da Google, voltada para concorrer diretamente com o Facebook, Meme e o Twitter, e totalmente integrado com o Gmail, posso dizer que mesmo com algumas correções pontuais, é uma possibilidade totalmente inovadora de comunicação.
Antes de mais nada, convém deixar claro que este novo serviço não é um concorrente do que já existe, está mais para um ’social companion’ – um companheiro.
Como nosso foco não é o tecnológico, e sim o cotidiano, imagine estar em qualquer região do planeta, e usando um smartphone minimamente decente, conseguir ler e interagir com assuntos e pessoas que antes não fazia ideia que pudessem estar ali.
Em outras palavras, você tem um rosto e um corpo para aquela avalanche de ideias que as outras redes jogam todos os dias sobre nós.
Como referência, o Twitter já ultrapassou a marca dos bilhões de twits mensais…
Para ser perfeito, entretanto, entendemos que faltam algumas coisas, tais como:
listar todos os buzz em ordem de postagem ou qualquer ordem;
listar os que foram mais comentados dentro de um período;
deixar de indicar os não lidos, supondo que o usuário lê o que quer quando quer, não precisa de aviso; e por último
um botão ‘mark all read’.
Além disso, um destaque maior para a opção de ‘mute’, e a possibilidade de usar ‘labels’ e arquivamento.
Pelo jeito, é de se contar os dias em que as namoradas mais fiéis passaram a seguir todos os passos dos seus namorados através da função de geotagging.
E para você, qual a sua opinião sobre o Google Buzz?
O anúncio do fim do acordo com o governo chinês pela Google me levanta uma série de questionamentos:
1) O sucesso da internet se dá, em sua maioria esmagadora, pela criatividade e inventividade das pessoas trabalhando em modo colaborativo, destacando pontos naturalmente fortes para algum projeto.
2) Quando se quer algo, seja o que for, as pessoas normalmente atingem seu objetivo. Vimos essa força no desbloqueio do iphone, ou antes, com aquele médico francês.
3) 2009 foi o ano das redes sociais, onde nunca se investiu tanto, em recursos e tempo, para que as pessoas ficassem mais próximas umas das outras.
Sinto afirmar que o apartheid dos caras legais de Mountain View não passará apenas como uma alegoria moderna da nossa proclamação da república, quando as pessoas comuns das camadas inferiores da sociedade viram como que bestializados a dança das cadeiras e o chute nos quartos que os abolicionistas deram em nossa realeza.
Se para nós ocidentais, a quebra do acordo se parece com um ultimato contra a censura, para os quase 1,5 bilhão de chineses, nada ou pouco mudará, já que a preocupação da maioria é mesmo como colher uma boa safra de arroz.
Temos que lembrar que o terceiro maior país em extensão do mundo tem contrastes muito fortes. Onde o luxo mostrado nos jogos olímpicos convive diariamente com milhares de famílias que jogam suas crianças nas academias para treinarem em regime de semiescravidão, e isso é algo normal.
Tenho certeza que os mesmos caras maus que pirateiam a minha e a sua vida de lá, se realmente quisessem algo, já teriam mudado esse jogo á muito tempo.
No fim, se o Google.cn fechar, é apenas um site a menos.
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(s.f, do Lat. victuscivitate); 1) sentir ou perceber a qualidade do que é vivaz; 2) presteza em obras; 3) capacidade de poder ver além daquilo que se enxerga; 4) neologismo, hábito ou costume do flâneur ie. flanar pelo espaço urbano ou a distinção de perambular com inteligência.