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Textos com Etiquetas ‘história’

a terra das oportunidades

Confesso que não gosto de escrever sobre assuntos que estão na moda, como as tragédias em Angra dos Reis e Haiti.

Mas de alguma forma, incomoda o fato de que a mídia em geral (e eu faço parte dela) precisa dessas “modinhas” para sobreviver.

Um teste simples: o que estava em pauta nos noticiários antes de São Pedro querer lavar a cozinha do céu? Quem se lembra?

Nossa historiografia positivista teve grande responsabilidade nisso, já que lá na escola, os assuntos são assim jogados, como que a cada época do tempo, o assunto anterior simplesmente explodisse.

Falando em escola, o que será dessas crianças que mal sabem se comunicar!? Pode perguntar para qualquer pessoa que nasceu quando o Brasil brincava de banco imobiliário com nossa economia que vão dizer categoricamente:

As crianças nas escolas estão estudando para serem analfabetizadas!

a terra das oportunidades

Se eu fosse conspirólogo, poderia dizer que tudo isso faz parte de um plano maior de dominação social, onde quem controla (sempre tem) poderia fazer o que desse vontade, que ninguém seria capaz de fazer nada.

Pessoas, lhes imploro, leiam e escrevam mais! Não reduzam a linguagem e a compreensão a simples sinais diacríticos como aqueles falados no mundo de Winston Smith!

No livro, a novilíngua era algo com objetivo de reduzir o vocabulário ao extremo para diminuir a capacidade de pensamento, tornando as pessoas vulneráveis ao Partido. A eliminação de sinônimos, fusão de palavras tornava a relativização impossível. As novas palavras que foram criadas tinham a intenção de tornar várias obsoletas.

A cada edição do dicionário de novilíngua menos vocabulários estavam presentes. Assim o duplipensamento fica mais fácil de ser absorvido.

E acreditem, não é legal.

A não ser que queiram ir para o Quarto 101.

via duplipensar.net

Vai um café?

Sexta feira das bravas, você e eu aqui sem termos o que fazer senão esperar o término do expediente, feriadão prolongado coisa e tal.

Aqueeeele sono ™ pede necessariamente uma xícara de café.

Opa! Tem potencial!

Vai um café?

A relação com café com a cidade é tão intensa, que para citar um exemplo, quando questionados sobre o que deveriam abrir mão como forma de redução de gastos, os funcionários de uma determinada empresa responderam: “tudo, menos o cafezinho!”

Seria perfeito, mas as elas também ganham com isso, uma vez que seu fator estimulante (ou cafeína) pode dar um up, ajudando assim no desempenho das atividades.

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Eu sei o que fiz no verão passado

Estava revendo alguns posts antigos (eu escrevo desde 2002) do meu blog anterior quando tive a idéia de procurar o que eu escrevi nesta mesma data (ou perto dela) no passado.

Em 19 março de 2003:

19/03/2003 – 08h48, da Reuters, em Kuait

Soldados entram em zona desmilitarizada entre Kuait e Iraque

WAR COUNTDOWN: 10:10:47

Logo no início da invasão americana no Iraque. Curioso lembrar que eles estão lá até hoje…

Em 25 de março de 2004:

Time After Time
Cindy Lauper / Tuck and Patti

Deitado em minha cama
Eu ouço o tic-tac do relógio e penso em você
Estou preso em círculos e confusão não é novidade
Me recordo de noites quentes, quase esquecidas
Trago um monte de lembranças

Vez após
Algumas vezes você me vê
E estou caminhando bem a frente e você me chama
E não consigo ouvir o que você disse

Aí você diz, “Vá com calma, fiquei para trás”
E o ponteiro dos segundos volta atrás

Refrão
Se você estiver perdida,
Pode procurar e vai me encontrar
Vez após vez
Se você cair eu te segurarei, eu estarei esperando
Vez após vez
Vez após vez

Depois minha imagem desaparece
E a escuridão fica mais clara
Olhando pelas janelas
Você se pergunta se estou bem
E com segredos roubados lá do fundo
O tambor bate fora do compasso

Refrão

Vez após vez…

Coincidentemente, estou no meio desses mesmos sentimentos…

Em 24 de março de 2005:

As Pequenas Injustiças

Não me conformo com as pequenas injustiças. Aceito as grandes, porque são inevitáveis, como as catástrofes, e atestam a importância dos deuses.
Aquela criança, descalça, apenas precisava de uns sapatos. Se tivesse nascido sem pés, não era tão grande a minha revolta.

Antônio Arnaut, in ‘As Noites Afluentes’

Como a Escola dos Anais estava certa! A História tende a se repetir, sempre. Haja visto o caso daquela criança de 12 anos torturada por uma empresária…

Em 31 de março de 2006:

Mude e Marque

Eu sei o que fiz no verão passado

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos.

(…)

Airton Luiz Mendonça
(Artigo do jornal o Estado de São Paulo)

Isso (ainda) é uma grande verdade…

Em 30 de março de 2007:

Fluminense,Vasco e Palmeiras devem ser reconhecidos como campeões do mundo?

(…)

Fonte: http://jsports.uol.com.br/portal/processablog.php?modulo=montablog&blog=6

Que me lembre, isso ainda está correndo nos diversos níveis jurídicos do futebol. Mesmo que eu gostaria de ver meu time como o primeiro campeão de clubes, é um precedente perigoso que seria aberto, e é isso que a FIFA tenta evitar…

*****
Não vou repassar essa idéia para ninguém em especial. Você escreve há tempos? Gostou da brincadeira?

Sinta-se convidado a resgatar o que escreveu nesta (ou perto) data nos anos passados.

Lembre-se de informar que viu antes aqui.

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Quando eu era pequeno

Eu

“Eu”, em grafite 4B sobre sulfite, por Darlene de Carvalho

Quando eu era pequeno, o primeiro contato com livros que tive foi através do Pequeno Príncipe, talvez o melhor livro que já li em toda a minha vida, mas com aquela idade nem imaginava o que era o teor de uma amizade, ou sequer era capaz de compreender um sentimento tão abstrato com este.

Acho que posso dizer que depois de todos esses anos, alguns dos livros que li me ajudaram a ser o que sou, se tal pretensão existir, mas algumas vezes ainda me vejo pequeno e cheio de medos, debaixo da cama, fugindo de algum fantasma que teima em aparecer de vez em quando.

Lembro do meu pai contando estórias de dormir, onde o lobo mau sempre repetia: “E vou continuar a tentar pegar esses porquinhos amanhã, porque está muito tarde e estou com muito sono…” Isso era incrível.

Vieram os livros didáticos, e junto com eles o desafio de sobressair em uma turma onde todos talvez fossem iguais, mas que no fundo eram muito diferentes. Dessa época eu gosto de lembrar dos meus primeiros amores, todos impossíveis e inalcançáveis, e dessa maneira, vi que a vida não é leve, muito menos fácil, como algumas vezes teimam em nos dizer.

Por favor, se você é uma moça no início da juventude, da fase das descobertas, nunca diga para aquele seu melhor amigo – que te é apaixonado, diga-se – que prefere gostar dele somente como companhia. Muitas vezes na minha vida ouvi essa frase, e posso dizer que ainda hoje todas elas me assustam a noite.

Uma vez eu li que o homem completo é aquele que tem alguém só para si, que pode ser levantado se cair, alguém para conversar e serem amigos. Sinto algumas vezes que tive alguma parte de mim roubada, e mesmo que eu procure alguma cicatriz, talvez demore muito para achar…

Correr com lobos? Acho que fugi deles por muito tempo e por isso nunca fui capaz de ver que eram realmente mansos.

As pessoas costumam dizer que suas vidas formam verdadeiros livros, e eu já fui uma delas. Tentei dar histórias de aventura, caça ao tesouro pirata, guerras espaciais, fantasias que fazem parte de nós. Mas hoje, olhando pra trás, o que criei não foi um livro.

Um embaralhado de palavras e histórias, sensações e vivências não pode ser somente um livro.

Talvez por isso que tenho me atrevido a deixar de olhar só para trás e tentar outras direções, muitas delas surpreendentes.

Percebi que as páginas da frente estão todas brancas, caneta em punho, esperando por mim…

Em um buraco no chão vivia um Hobbit

Tokien

Com essas palavras, escritas no verso de uma prova acadêmica de algum aluno seu, Tolkien deu início ao maior épico já visto.

Mesmo quem nunca leu algum livro na vida, ou não goste do tema ou qualquer motivo, na minha opinião, deveria ler pelo menos uma vez algum dos dois únicos livros publicados sobre a Terra Média.

Verdade, somente o Hobbit e o Senhor dos Anéis chegaram a ser livros e publicados; o primeiro, como um conto de fadas recheado com pitadas de uma nova mitologia escrita por ele, e mais de dez anos depois, a sua continuação, na verdade os livros são de 1937 e na passagem de 1954-55, respectivamente.

Só pelo fato do Senhor dos Anéis ser um dos cinco maiores livros da história do século XX, e um dos dez mais vendidos de todos os tempos já mereceria nossa atenção, certo?

Bom, toda a falação é só para dizer que depois de quase 10 anos (uia!) voltei a ler toda a minha coleção (O Silmarillion, Contos Inacabados de Númenor e da Terra Média, O Hobbit e O Senhor dos Anéis, nessa ordem), que são todos os que tenho.

Cabe um lembrete: meu aniversário está chegando e adoraria completar minha coleção tolkieniana, com Os Filhos de Húrin (que assim como Silmarillion e Contos Inacabados, contém versões, rascunhos e textos inacabados sobre toda a mitologia).

Além do imprescindível “As Cartas de J. R. R. Tolkien” com mais de 300 correspondências dele com seus fãs sobre a mitologia.

E os outros três livros não terramedianos, Sobre Histórias de Fadas (onde ele analiza as fábulas em geral), Roverandom (sobre um cachorro chamado Cachorro) e Mestre Gil de Ham (sobre as idas e vindas de um dragão chamado Chrysophylax que é amansado pelo Mestre Gil).

Para terem idéia do conteúdo do texto e suas palavras, segue um trecho do Silmarillion que reli hoje, fala sobre a beleza das letras:

Manuscrito

“… É que da bem-aventurança e da alegria na vida há pouco a ser dito enquanto duram; assim como as obras belas e maravilhosas, enquanto perduram para que os olhos as contemplem, são registros de si mesmas; e somente quando correm perigo ou são destruídas é que se transformam e poesia…”

Por favor, leiam!

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