a terra das oportunidades
Confesso que não gosto de escrever sobre assuntos que estão na moda, como as tragédias em Angra dos Reis e Haiti.
Mas de alguma forma, incomoda o fato de que a mídia em geral (e eu faço parte dela) precisa dessas “modinhas” para sobreviver.
Um teste simples: o que estava em pauta nos noticiários antes de São Pedro querer lavar a cozinha do céu? Quem se lembra?
Nossa historiografia positivista teve grande responsabilidade nisso, já que lá na escola, os assuntos são assim jogados, como que a cada época do tempo, o assunto anterior simplesmente explodisse.
Falando em escola, o que será dessas crianças que mal sabem se comunicar!? Pode perguntar para qualquer pessoa que nasceu quando o Brasil brincava de banco imobiliário com nossa economia que vão dizer categoricamente:
As crianças nas escolas estão estudando para serem analfabetizadas!
Se eu fosse conspirólogo, poderia dizer que tudo isso faz parte de um plano maior de dominação social, onde quem controla (sempre tem) poderia fazer o que desse vontade, que ninguém seria capaz de fazer nada.
Pessoas, lhes imploro, leiam e escrevam mais! Não reduzam a linguagem e a compreensão a simples sinais diacríticos como aqueles falados no mundo de Winston Smith!
No livro, a novilíngua era algo com objetivo de reduzir o vocabulário ao extremo para diminuir a capacidade de pensamento, tornando as pessoas vulneráveis ao Partido. A eliminação de sinônimos, fusão de palavras tornava a relativização impossível. As novas palavras que foram criadas tinham a intenção de tornar várias obsoletas.
A cada edição do dicionário de novilíngua menos vocabulários estavam presentes. Assim o duplipensamento fica mais fácil de ser absorvido.
E acreditem, não é legal.
A não ser que queiram ir para o Quarto 101.
via duplipensar.net









