.
.

.
Ontem, depois de 8 anos da morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel, o primeiro réu do caso foi condenado a 18 anos de prisão.
Passou tempo demais desde a morte até a primeira sentença, mas nada disso seria tão notório se o réu em questão, não estivesse foragido, ou em linguagem judicial, em “local incerto e não sabido”.
Eu sei que pode parecer não ter nada a ver, mas será que a justiça não demora para “fazer justiça” por conta da perda de tempo com Tiriricas e Felipe Massas da vida? Para quem não entendeu a relação, refiro-me aos processos contra o deputado mais votado em São Paulo e a ameaça de Felipe Massa sair preso de Interlagos, depois da corrida.
É muito tempo para esperar que um criminoso seja condenado, e se ele não está preso é o fim da picada. E tudo isso não seria pior se o, agora culpado, não tivesse passado 8 anos preso e ganhou o direito de aguardar o fim do julgamento em liberdade. Até um Tiririca saberia que o cara iria desaparecer. Menos os nossos tão afamados promotores.
Assim como nos dois casos citados acima, o promotor do caso Celso Daniel é outro que adora uma câmera de TV. E enquanto essas pessoas quiserem mais se aparecer do que realmente prestar serviço à população e honrar o dinheiro do contribuinte, a justiça vai mal.
Não sei se alguém pensou nisso, mas se nossos senadores passarem a usar togas, ao invés de paletó e gravata, tirando o fato de que ficariam lindos, não mudaria em nada na forma de representação que eles criaram para si.
Tal qual o Senado Romano, que detinha o poder sobre as esferas públicas, consulado e magistratura republicanos, nossos representantes eleitos têm se portado como se fossem os monarcas do reino, e todo mundo sabe, ei-ei-ei, Lula é o nosso rei, NOT!
.

.
Nessa salada toda, em que nós somos os culpados, eles fingem que trabalham, enquanto não dão a mínima para os estados a qual representam, e em troca, nós pagamos a conta, mesmo que sejam 150 mil tampas de garrafa, a R$ 125 reais cada uma. Tanto faz.
Onde fica a Separação de Poderes? Hoje mesmo o senhor Pedro Gordilho, advogado do candidato ao governo do Distrito Federal que com base na lei eleitoral eu não posso falar o nome, anunciou que vai até o Supremo Tribunal Federal (STF), contra a impugnação da candidatura de seu cliente com base na Lei da Ficha Limpa, alegando que “todo mundo sabe que decisão em primeira instância não resolve nada, e que só lá [no Supremo] é que as coisas são resolvidas de fato”.
Deixando a política de lado, os direitos constitucionais dos brasileiros sofreu mais um abuso, agora com a possível aprovação do Projeto de Lei da Câmara nº 31 de 2007, de autoria da ex-deputada Iara Bernardi (PT-SP) que altera a forma como a paternidade deverá ser feita.
Se aprovada, a lei passará a entender que é pai “de maneira presumida” o réu que se recusar a fazer exame de DNA.
Significa que não temos mais o princípio da inocência em nossa base legal, aquele que afirma ser inocente até que seja provado o inverso. A partir de hoje, temos o princípio de que o fulano é “culpado sempre, e por isso será posto na cova dos leões e ser apedrejado pela opinião pública”.
Para ficar melhor, só se essa lei fosse escrita em latim…
.
.