Ao menos é o que afirma o deputado espanhol Luis Yáñez, membro do Parlamento Europeu. E talvez sejamos mesmo, outro dia tivemos a visita do presida usamericano, vamos sediar os dois maiores eventos esportivos mundiais, exportamos como nunca, Hollywood nos adora, brazilian waxing, sandálias havaianas…
Ao ler o parágrafo acima, notamos que no que se refere às relações exteriores, somos foda (versão Avassaladores). Mesmo que para isso tenhamos que colocar muita coisa debaixo do tapete. E isso que incomoda e não, não vamos nos repetir.
Parece até propaganda enganosa, porque vemos obras atrasadas, licitações duvidosas, superfaturamentos e todo um mexe-remexe com nosso dinheiro e, quando questionados sobre seus atos, somos acusados de praticar bullying! Exemplos como o do hebdomadário Custe o Que Custar, seja com suas visitas ao Congresso, ou através do quadro Proteste Já, mostram que nossa obrigação de cidadão começa na fila da zona eleitoral e termina quando apertamos o botão verde confirma.
Queridos amigos, a equipe liderada por Marcelo “professor Tibúrcio” Tas não faz humor. Nunca fizeram.
Daqui a pouco será anunciada a sede das Olimpíadas de 2016 e as duas cidades finalistas são Madri e o Rio de Janeiro.
Muitos estão apontando inúmeros motivos para que o Rio de Janeiro não seja escolhido: insegurança, infraestrutura, transportes, etc.
Eu já acredito que justamente por estes motivos é que devemos sediar as Olimpíadas. Não dá para recusar esse tipo de coisa jogando a culpa na corrupção, nas obras superfaturadas e nas demais mazelas porque passa nosso país e, em especial, o Rio de Janeiro.
Outra situação que me incomoda muito é a questão de rotular o Rio de Janeiro como lugar violento. O Rio só está em evidência porque passa na televisão. Eu tenho mais medo de andar nas ruas de Recife e Belém do que no próprio Rio de Janeiro, ou aqui em São Paulo.
Penso ser extremamente proveitoso para o país a realização de uma Olimpíada e temos que tentar nivelar por alto. As autoridades que tratem de agir com responsabilidade em relação a todos os processos de licitação para toda e qualquer obra necessária e a população (que sempre está envolvida, não é “objeto à parte”) fiscalizar da melhor maneira que puder.
Eu sou Rio 2016.
Alexandre Carvalho, 34 anos, Biólogo em formação, crítico e jornalista amador, é editor do Cotidiano Nacional e escreve às sextas-feiras para o Vivendocidade.