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2010 começa com perdas irreparáveis

O ano de 2010 começa meio devagar, com muitas vidas perdidas e com uma perda irreparável. É óbvio que as perdas humanas também devem ser choradas, mas quero me concentrar no que aconteceu em São Luiz do Paraitinga (SP).

Neste ano tomei a decisão de passar o natal e o ano novo na minha cidade, Bananal/SP. Também histórica e também muita rica na época dos barões do café. De riqueza hoje, apenas os casarões, as fazendas e claro, as igrejas.

A chuva também castigou a última cidade paulista do Vale do Paraíba, mas não tivemos perdas. O Rio Bananal suportou bem o volume de chuvas e o único desabamento que tivemos não atingiu casas e a rua, que ficou em meia pista, não é de grande movimento ou essencial para a cidade.

2010 começa com perdas irreparáveis

Foto: Guia do Viajante

Mas em São Luiz do Paraitinga não foi isso que aconteceu. Lá praticamente a cidade inteira ficou embaixo d´água. Entre 60 e 80% dos imóveis sofreram algum tipo de avaria e a Igreja Matriz da cidade veio abaixo. Você não faz ideia, mas as igrejas são referências nessas pequenas e pacatas cidades do interior. Não sei o que seria de Bananal sem sua Matriz. E olha que ela, apesar de ficar no alto, o terreno na região de suas duas torres apresentam sinais que está cedendo, calma e lentamente.

2010 começa com perdas irreparáveis

Foto: Alexandre Carvalho

Aqui em São Paulo as inundações são mais frequentes, porém, as perdas são “apenas” materiais. Não se perde história com as chuvas que diariamente castigam a capital paulista nesta época do ano. Sua história está preservada mais em museus do que em locais físicos. Alguns estão no alto, outros não existem mais.

Não haverá dinheiro ou ajuda de governo algum que restaure o que se perdeu em São Luiz do Paraitinga.

E a mística de cidade pequena ser tranquila e sossegada, nesta passagem do ano foi por água abaixo.

Alexandre Carvalho, 34 anos, Biólogo em formação, crítico e jornalista amador, é editor do Cotidiano Nacional e escreve às sextas-feiras para o Vivendocidade.

Orra meu! Me vê dois pastel e um chopps!

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O sotaque mooquense, típica mistura do português, italiano e espanhol deve ser alvo de preservação e tombamento pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico – Conpresp, é o que prevê projeto de lei municipal enviado à Câmara pelo vereador Juscelino Gadelha (PSDB).

Se aprovado, será o primeiro bem imaterial da cidade de São Paulo, e será somado a um rol que já considera patrimônios históricos nacionais o acarajé e a voz do sambista Jamelão, originais da Bahia e Rio de Janeiro respectivamente.

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