
Manhã enevoada, cidade vazia, nada além do som do silêncio
Pessoas que costumam estar por aí já não saem mais em suas janelas
Uma ilha, onde nem os pássaros fazem mais seus ninhos
Acho que deixei de ser o heroi que costumava ser
Não existem mais pessoas para serem salvas
Nem soluções a serem dadas, o que é um problema?
Vem o guarda noturno, no fim de mais uma noite
Acho que deixei de ser o heroi que costumava ser
*Escrito em novembro de 2008
Photo “Silence” by Ehsan Khakbaz
Eu não nasci e já me mataram
Sem dor, ou calor
O mundo se foi com uma grande explosão
Ondas gigantes que tudo levaram
Não poderei mais ver
A estrela se acender
A borboleta voar
Porque ter é diferente de querer
O sol de apagou
os olhos se fecharam
Temos sete minutos
Um suspiro é o que sobra
Um pingo de alma
Que se curva e desdobra
Na sexta poética de hoje, ao invés de falarmos de um fato ou pessoa conhecido, vamos analisar os itens que compõem uma boa poesia.
Quando eu escrevo, por exemplo, não existe uma regra ou padrão definido, apenas palavras postas no papel uma depois da outra. Alguns desses trabalhos inclusive estão reunidos no meu livro “Se Perguntarem de Mim“, à venda aqui no site.
De qualquer forma, se você quer escrever poesia, não se atenha a nada do que se fala por aí, nem à esse texto (uia!). Escreva solto, fazendo rimas, versos livres, com estrofes estruturadas ou sem forma alguma.
Importante mesmo é se lembrar de que o texto deve passar algum sentimento, uma mensagem que fará a pessoa que lê pensar um pouco, pouco até demais em alguns casos, mas deixa pra lá.
Certa vez, fui desafiado a escrever, tendo apenas poucas palavras à disposição, e o que fiz? Optei pela possibilidade mais simples. Se lembrem disso.
Pueril
Chulé no pé
Pé de caju
Caju de castanha
Castanha é uma cor
Cor dos seus olhos
Olhos de ressaca
Ressaca de aroma
Aroma de chulé(10/out/2007)
Outra coisa importante que devem se lembrar, é de escrever todos os dias, tanto quanto possível, sobre todos os assuntos.
Tenha um blog, há!