A aridez de uma folha branca
Um começo de semana a mais
A rua que se inicia na curva
Encharcam minha imaginação
O que virá desse desconhecido?
Uma bela literatura?
Um produtivo trabalho?
Um caminho reto e certo?
Só saberemos se enfrentarmos
Mais esse desafio na vida
Só colheremos os frutos se plantarmos
Letras, labuta e estradas…

Manhã enevoada, cidade vazia, nada além do som do silêncio
Pessoas que costumam estar por aí já não saem mais em suas janelas
Uma ilha, onde nem os pássaros fazem mais seus ninhos
Acho que deixei de ser o heroi que costumava ser
Não existem mais pessoas para serem salvas
Nem soluções a serem dadas, o que é um problema?
Vem o guarda noturno, no fim de mais uma noite
Acho que deixei de ser o heroi que costumava ser
*Escrito em novembro de 2008
Photo “Silence” by Ehsan Khakbaz
Eu não nasci e já me mataram
Sem dor, ou calor
O mundo se foi com uma grande explosão
Ondas gigantes que tudo levaram
Não poderei mais ver
A estrela se acender
A borboleta voar
Porque ter é diferente de querer
O sol de apagou
os olhos se fecharam
Temos sete minutos
Um suspiro é o que sobra
Um pingo de alma
Que se curva e desdobra