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Textos com Etiquetas ‘poesia’

Sexta Feira Poética: Pueril

Na sexta poética de hoje, ao invés de falarmos de um fato ou pessoa conhecido, vamos analisar os itens que compõem uma boa poesia.

poesia-poeta-escritor

Quando eu escrevo, por exemplo, não existe uma regra ou padrão definido, apenas palavras postas no papel uma depois da outra. Alguns desses trabalhos inclusive estão reunidos no meu livro “Se Perguntarem de Mim“, à venda aqui no site.

De qualquer forma, se você quer escrever poesia, não se atenha a nada do que se fala por aí, nem à esse texto (uia!). Escreva solto, fazendo rimas, versos livres, com estrofes estruturadas ou sem forma alguma.

Importante mesmo é se lembrar de que o texto deve passar algum sentimento, uma mensagem que fará a pessoa que lê pensar um pouco, pouco até demais em alguns casos, mas deixa pra lá.

Certa vez, fui desafiado a escrever, tendo apenas poucas palavras à disposição, e o que fiz? Optei pela possibilidade mais simples. Se lembrem disso.

Pueril

Chulé no pé
Pé de caju
Caju de castanha
Castanha é uma cor
Cor dos seus olhos
Olhos de ressaca
Ressaca de aroma
Aroma de chulé

(10/out/2007)

Outra coisa importante que devem se lembrar, é de escrever todos os dias, tanto quanto possível, sobre todos os assuntos.

Tenha um blog, há!

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Sexta Feira Poética: Oração ante a Última Trincheira

É impossível deixar de falar em poesia, justamente nesse dia em que peço licença à todos os amigos dos outros cantos, sem citar o POETA DA REVOLUÇÃO DE 32.

Sexta Feira Poética: Oração ante a Última Trincheira

Guilherme de Almeida (1890-1969), além de ter sido advogado, ensaísta, jornalista, tradutor e poeta, também foi um dos combatentes a qual homenageamos hoje; e mesmo que não saiba, já teve contato com alguma de suas obras, sendo a mais famosa a “Canção do Expedicionário“, hino velado dos nossos combatentes durante a Segunda Guerra Mundial.

Entretanto, com orgulho paulista, deixo suas palavras em uma poesia que faz muito mais sentido para nós no dia de hoje…

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ORAÇÃO ANTE A ÚLTIMA TRINCHEIRA Leia mais…

Sexta Feira Poética: José Saramago

José Saramago (1922-2010)

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Não poderia deixar de citar, nesta sexta feira poética, da importância da vida e obra do poeta português José Saramago, falecido nesta sexta feira.

Dono de um estilo único, a utilização de frases e períodos compridos, usando a pontuação de uma maneira não convencional. Os diálogos das personagens são inseridos nos próprios parágrafos que os antecedem, de forma que não existem travessões nos seus livros: este tipo de marcação das falas propicia uma forte sensação de fluxo de consciência, a ponto do leitor chegar a confundir-se se um certo diálogo foi real ou apenas um pensamento.

Podemos ver suas várias fáces a partir da diversidade de suas obras, desde romances como “Ensaio Sobre a Cegueira[bb]” e “O Evangelho Segundo Jesus Cristo[bb]“, teatro, contos, crônicas e poesias, as quais destaco a antologia “Provavelmente Alegria[bb]“, com poemas de sombra e de luz, entrançados, de uma elaboração feita através do seu próprio avesso, simultaneamente de mar e de trevas. (Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998)

A poesia de hoje é desse livro, publicado em 1970.

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EU LUMINOSO NÃO SOU

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Eu luminoso não sou. Nem sei que haja
Um poço mais remoto, e habitado
De cegas criaturas, de histórias e assombros.
Se, no fundo poço, que é o mundo
Secreto e intratável das águas interiores,
Uma roda de céu ondulando se alarga,
Digamos que é o mar: como o rápido canto
Ou apenas o eco, desenha no vazio irrespirável
O movimento de asas. O musgo é um silêncio,
E as cobras-d’água dobram rugas no céu,
Enquanto, devagar, as aves se recolhem.

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Vejo Borboletas

Vejo Borboletas

Vejo borboletas
em todos os lugares
Quando menos espero
De mãos dadas em pares

Embaixo da cama
Atrás da porta
Surgem
E são sorrateiras

Procurando casa
Encontrando fogo
Saindo de seu casulo
Voam de capacete

Estarei em casa
Para quando chegarem

Imagem via attackedastoria:
colormestoked:onetheme :( via appleday)

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Poesia: Sagittarii Angelicus

Poesia: Sagittarii Angelicus

um beijo não dado,
um recado não dito,
uma vida que morre

acendo o farol,
espero sua ligação,
e não me ajudo

apavorado, estressado,
ansioso,
simplesmente alguém

se alguém me amou e foi se embora
jogado no chão sem demora
uma vontade acabada

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